Jornal de Pomerode

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De malas prontas

Pomerodense ganha bolsa para realizar trabalho voluntário, em cidade do Sul da Alemanha.

74e43aea28ad8cb372cefbcc95631659.png Foto: Arquivo Pessoal

Ter a chance de se fazer uma viagem para outro país é um sonho de muitas pessoas. Um pomerodense terá a oportunidade de realizar um intercâmbio voluntário na Alemanha, em agosto deste ano. Essa viagem será proporcionada pela AFS Intercultural Programs, instituição internacional de intercambistas. O objetivo da entidade é engajar voluntários, por meio de programas internacionais de intercâmbio, promover o estudo em outros países, através de jornadas interculturais baseadas em pesquisa. A AFS está presente em mais de 50 países e já promoveu, segundo a ONG, mais de 370 mil viagens. 

Pomerode também possui uma sede da instituição: o Comitê Vale Europeu da AFS. Por parte desta instituição aqui na cidade, são oferecidas bolsas de diversos tipos, pelo programa Weltwaerts Sul-Norte, um programa de desenvolvimento do trabalho voluntário na Alemanha, criado pelo Ministério Federal para à Cooperação e Desenvolvimento Econômico (BMZ). Diferentemente do que acontece em outros países, na Alemanha, o trabalho voluntário é regularizado e fiscalizado por um órgão do governo. 

Foi aí, então, que Rafael Stein Lenzi resolveu se inscrever para tentar uma vaga no programa de intercâmbio para a Alemanha. Eram apenas cinco vagas. Os candidatos escolhidos passaram por entrevistas com os membros da AFS da Alemanha e, logo após, foram para outro processo seletivo interno. Depois de definidos os ganhadores, a AFS do Rio de Janeiro, entrou em contato noticiando quem havia sido os “vencedores” da bolsa. Cada pessoa irá realizar atividades em diferentes cidades alemãs, a maioria, voltada para a área da educação. Lenzi irá trabalhar em um projeto numa universidade de Karlsruhe, localizada no Sul da Alemanha. A data de partida é 01 de agosto. 

Rafael está com 26 anos, namora há quase três anos e trabalha na T-Systems, em Blumenau. Ele se sentiu surpreso quando recebeu o convite para realizar o intercâmbio na Alemanha.

“Eram cinco vagas somente e fiquei, primeiramente, como suplente, ou seja, em ‘sexto’. Eu não esperava por isso, mas um dia me ligaram do Rio de Janeiro dizendo que uma pessoa não foi aprovada e que eu estava selecionado. A sensação é de estranheza num certo momento, principalmente quando recebi a notícia, pois já estou com 26 anos de idade e tenho trabalho, namorada, família, ou seja, já tenho uma vida aqui para zelar. Para muitos eu já deveria ter minha casa própria ou ser casado, pelo menos. Mas acredito que tenho muito a aprender e explorar em minha vida”.

Ainda segundo Lenzi, o apoio da família foi fundamental na hora de decidir se iria aceitar o convite, pois a duração do intercâmbio, pode passar de um ano.
“O que conta nessa hora com certeza é o apoio da família, da namorada  - que me surpreendeu pela ajuda que está me dando e sei que não será fácil ficar por aqui e eu lá -, dos amigos, família, entre outros. O fato é viver a experiência, pois se não fazer algo como esse agora, quando é que poderei fazer novamente? Cada vez nos ocupamos mais com compromissos em nossas vidas. Sinceramente falando, quando terei uma oportunidade como essa novamente? Estou seguro de que que isso me trará muitos benefícios. Por isso, sei de que fiz a coisa certa”, pondera.

A namorada Flávia Hofmann explica que Lenzi já tinha vontade de fazer cursos fora do país e, quando recebeu o convite, ela fez questão de apoiar.

“O Rafael já tinha em mente viajar para estudar, aprender o alemão em um futuro próximo. Quando ele recebeu esse convite para ir até a Alemanha, fiz questão de apoiá-lo. É uma ótima oportunidade, será muito enriquecedor para o currículo dele, além de conhecer uma nova cultura”, enumera.

Quanto ao relacionamento, Flávia fala sobre os desafios que os dois irão encontrar após a ida de seu namorado à Europa.

“O desafio será para os dois.  Mas o mais ‘difícil’ será ficar tanto tempo longe, pois, nos fins de semana, estamos sempre juntos e talvez eu demore pra me acostumar, pois os encontros se tornaram rotina em nossas vidas. Porém, acho que o tempo vai passar rápido, ao menos, eu torço”, comenta, aos risos.

 



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