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Corrida do Bem: altruísmo em sua essência

Estimular a qualidade de vida e o bem estar da comunidade em geral. Esta é a proposta de uma corrida um tanto diferente que, além de incentivar a cultura esportiva, faz da prática do bem uma de suas “bandeiras”. Estamos falando das Corridas do Bem, o maior circuito de Santa Catarina.

bc2fe2f10a5481a8c5b3eed4096e09ed.jpeg Foto: Divulgação

Estimular a qualidade de vida e o bem estar da comunidade em geral. Esta é a proposta de uma corrida um tanto diferente que, além de incentivar a cultura esportiva, faz da prática do bem uma de suas “bandeiras”. Estamos falando das Corridas do Bem, conhecidas como o maior circuito de corridas de Santa Catarina. Realizada pela FarmaSesi, parte do valor das inscrições é revertida para uma instituição de amparo social.

A região do Vale do Itajaí não ficou de fora deste circuito. Blumenau recebeu no domingo, dia 01 de julho, a 5ª etapa do circuito, cuja largada e chegada aconteceram no Complexo Esportivo do Sesi. O evento contou com a participação de mais de 1.300 participantes, nas modalidades de 5K, 10K, Caminhada e Maratoninha. Nesta edição, as entidades beneficiadas pela Corrida do Bem foram a Apae e o Centro de Valorização da Vida (CVV).

Diante de tantas histórias vivenciadas na “competição”, uma chamou a atenção. O soldado BM Renato Augusto Mertins, da 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas de Blumenau (Arcanjo 03), por meio do programa Pernas Solidárias, foi voluntário para correr os cinco quilômetros ao lado do cadeirante Jefferson Cardoso Neres, de 17 anos. Ambos experimentaram as lágrimas da vitória por terem cruzado a linha de chegada. “Eu venho participando de corridas em percurso Trail, que são as minhas preferidas. Mas também participo, por vezes, de corridas com percurso urbano, sempre com objetivo de manter a aptidão física para exercer minha função de Tripulante Operacional do Bombeiro Militar. A Corrida do Bem me chamou mais atenção para participar, em virtude do seu lado social”, ressalta.

O projeto Pernas Solidárias visa a inclusão de portadores de restrições físicas em competições e provas esportivas, que correm em duplas, com corredores voluntários. Na etapa blumenauense, participaram 11 triciclos, cada um conduzido por três voluntários, que têm função de condutor, apoio, suporte e sinalização. “Há alguns meses, eu me associei como voluntário, a fim de auxiliar nos serviços da Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele - uma má formação no desenvolvimento da medula - e que se dá durante a gestação. Lá tive a ideia de ‘doar’ minhas pernas para aqueles que, por um motivo ou outro, não puderam ou não podem andar ou correr. O Jefferson, que correu comigo e com as atletas Naila e Elizete, é associado nesta entidade, e conseguimos proporcionar uma experiência fantástica como esta. Inesquecível”, conta o bombeiro militar.

As imagens dos participantes cruzando a linha de chegada são emocionantes. E essa sensação também é traduzida nas palavras de Mertins. “Nos parece ser um gesto tão simples, às vezes notamos somente o que nos falta, não notamos o que temos e, por vezes, não damos o sincero valor às coisas que realmente devemos valorizar. Foi uma sensação incrível poder ver o Jefferson ter, pela primeira vez, aos 17 anos de idade, a oportunidade de correr, de sentir o vento no rosto e a vibração de todos que nos aplaudiam. É algo realmente especial, que nos faz perceber o quanto ainda temos que melhorar como seres humanos, o quanto ainda podemos romper barreiras de estereótipos e lutar por um mundo cada vez mais justo”.

Por tudo o que sentiu nesta Corrida do Bem, o atleta pretende continuar esse trabalho voluntário, que compartilha emoções, proporciona maior inclusão e motiva os que os cercam. “Com toda certeza, com todo apoio e suporte dado pela organização do projeto, quando possível, participarei no apoio destas ações. Tanto que a entidade a qual sou associado, já busca a aquisição de seu próprio triciclo. Sendo assim, estarei envolvido, direta ou indiretamente, em mais atividades como esta”, finaliza.

O projeto “Pernas Solidárias” nasceu em 2015 e, desde lá, arranca sorrisos e emoções por onde passa. Atualmente, está presente nas cidades de Jaraguá do Sul, Blumenau, Brusque, São Bento do Sul e São Francisco do Sul.



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