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Conciliação: um caminho para o sucesso

A Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino iniciou suas atividades, o que sempre cria uma grande expectativa pelo sucesso da competição. O Jornal de Pomerode já conversou com as seis equipes participantes. E quem organiza, o que pensa, sente ou faz nessa hora?

206891b94981eb4b74f44cb78edb4d4b.jpg Foto: -Ademar Ramthun, presidente da LPDArquivo / Jornal de Pomerode

A Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino iniciou suas atividades, o que sempre cria uma grande expectativa pelo sucesso da competição. O Jornal de Pomerode já conversou com as seis equipes participantes, sobre a expectativa das disputas. E quem organiza, o que pensa, sente ou faz nessa hora?

Para solucionar esses questionamentos, entrevistamos o presidente da Liga Pomerodense de Desportos, Ademar Ramthun, sobre como deverá ser conduzido o Campeonato da LPD em 2018.

 

JP ESPORTE - É a terceira Copa Pomerode sob sua responsabilidade, como presidente da LPD. O que mudou de 2016 para cá, em termos de organização e nível da competição?

ADEMAR RAMTHUN - Eu diria a experiência, o aprendizado. É gratificante quando você tem um grupo unido, no caso, o departamento técnico e dirigentes de clubes, sempre visando um bem comum. Pois, a partir dos erros, corrigimos para que a edição seguinte seja fortalecida. Iniciamos as primeiras edições, mesclando jogadores de Pomerode e atletas vindos de outras cidades, para que pudéssemos retomar, gradativamente, os trabalhos, tanto da Liga como dos clubes. Eu diria que, pelo nível técnico e investimento, sentimos a obrigação, não de sermos perfeitos, mas, de errar o menos possível.

 

JPE - Até que pontos os clubes são os responsáveis por essa evolução?

AR - Penso que a cobrança quanto à organização, interagindo de um forma ordeira, nos espelhando em competições regionais em que muitos atletas estão envolvidos, faz com que façamos, no mínimo, igual. E, sem dúvida, estas sugestões vindas dos clubes são muito saudáveis à competição.

 

JPE - Qual a importância da Copa para o esporte pomerodense?

AR - Diria que não só a Copa Pomerode é importante, mas o esporte como um todo. Porém, temos como objetivo o fortalecimento do futebol de campo de nossa cidade e, como o campeonato federado organizado pela LPD era sempre uma referência em nível estadual, ele se torna muito importante, além de uma grande responsabilidade.

 

JPE - Por que ainda não houve condições de reunir mais do que sete equipes, desde que o campeonato foi retomado?

AR - Justamente pela burocracia imposta pelo órgão máximo do futebol brasileiro, a CBF, com a implantação do sistema “Módulo Gestão Web”, o qual requer um amplo recadastramento de clubes e atletas. Assim, esta modalidade de cadastro deverá ser, primeiramente, absorvida. E penso que, uma vez familiarizada, teremos mais equipes dispostas em retornar à nossa competição, fazendo-a alcançar o patamar desejado.

 

JPE - A desistência do Amazonas dificultou a sequência das disputas para esse ano?

AR - Fato que todos lamentamos, pois já havia uma programação fechada, com tabela e regulamento. Mas há de se respeitar a decisão, sendo que o motivo já foi divulgado, mas esperamos que, em uma próxima oportunidade, retornem, por se tratarem de pessoas idôneas e responsáveis e que já fazem parte de nosso grupo de trabalho.

 

JPE - Quais são os benefícios e as dificuldades em se fazer um campeonato federado?

AR - É sabido que a principal dificuldade é, exatamente, a burocracia. Porém, gostaria de deixar um agradecimento muito especial aos dirigentes que abraçaram a causa. Juntos, aprendemos e vimos os entraves com os quais nos defrontamos. Os benefícios são, exatamente, agirmos de acordo como o que determina a regulamentação esportiva, trazendo segurança aos atletas, clubes e Liga. Para lembrar, foi preciso haver uma tragédia, como a da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, para que regras rigorosas fossem implantadas. Já houve casos fatais em competições amadoras, para que providências diferentes fossem implantadas.

 

JPE - O que o torcedor e amante do futebol pode esperar da Copa Pomerode de 2018?

AR - Tenho acompanhado as preparações dos clubes em amistosos. E como nós, também, acompanhamos o futebol profissional de perto, tenho certeza de que nossa competição será de alto nível técnico. Com todo respeito às séries B e C do Estadual Catarinense, no mínimo, empatamos.

 

JPE - O que a Liga Pomerodense de Desportos representa na sua vida?

AR - Esta é a pergunta mais difícil (risos). Estou na Liga desde 1992, quando iniciei como auditor da, então, Junta Disciplinar Esportiva, a convite de um também grande batalhador no esporte pomerodense, o Sr. Rolf Weh. Após vários anos, aceitei o convite para ser o vice-presidente por duas gestões, junto ao grande amigo Waldemar Buse, o Cascudo. Hoje, não é necessário dizer da minha paixão pelo esporte, mais precisamente, pela Liga Pomerodense de Desportos. Me dedico a ela dentro das minhas condições, sabendo da grande responsabilidade que tenho para gerir este importante órgão, pois, meu lema é “não quero ser perfeito, mas sim, justo.”

 

JPE - Quais são as perspectivas da LPD, em termos de competições e crescimento?

AR - Nosso calendário para 2018, primeiramente, é atender ao compromisso já assumido com a Funpeel, ou seja, cumprir com as competições licitadas. Já iniciamos a Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino Federado/2018, Taça MaxiCrédito. Temos agendado, no dia 07 de abril, o início da Copa Menores de Futebol de Campo, nas categorias Sub 10, Sub 12, Sub 14 e Sub 16, a qual, já temos contato com, pelo menos, 10 equipes que demonstraram interesse. E para o mês de maio, temos uma proposta de promover, junto à Federação Catarinense de Futebol 7 Society, o Estadual de Master em nossa cidade.



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