Jornal de Pomerode

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Como economizar na compra do material escolar

Coordenador do Procon de Pomerode alerta para a importância da pesquisa de preços e, também, para algumas exigências feitas por instituições de ensino.

1345993b86a4118629bed6940d5c6887.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Conforme se aproxima a volta às aulas das crianças, vem também uma preocupação a mais para os pais: a tão temida compra do material escolar. Temida porque exige esforço de pais e responsáveis para comprar todos os itens pedidos pela lista de material da escola em que a criança estuda, mas sem se exceder nos gastos e comprometer o orçamento.

E a maioria dos pais está certo em se preocupar com a questão dos preços, porque, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as impressões do consumidor de que os preços estão maiores, se confirma. De acordo com o Instituto, todos os itens que compõem a “cesta” da educação subiram mais que a inflação dos últimos 12 meses.

De acordo com os dados divulgados, os artigos de papelaria tiveram um aumento de 5,41%. Alguns dos principais vilões nesta categoria são os cadernos, caixas de lápis de cor, caixas de canetas hidrográficas coloridas e borrachas, cujas diferenças nos preços podem chegar a 1.000%.

Portanto, para auxiliar o consumidor a não criar problemas no orçamento com os gastos com material escolar, o Procon de Pomerode dá algumas dicas simples, que podem ajudar nessa tarefa. “A maneira mais fácil e prática para o consumidor não exceder os gastos com o material escolar, é a pesquisa. Pomerode possui vários estabelecimentos comerciais que vendem material escolar. Quem pesquisar bem pode economizar. E na hora do pagamento, dar aquela pechinchada básica”, sugere o coordenador do órgão em Pomerode, Felipe Fabris Goerl.

Ele também ressalta que pesquisas feitas em cidades vizinhas podem ser usadas como parâmetros e, até mesmo, como fonte comparativa.

O Procon de Pomerode não possui, ainda, o serviço de fiscalização, portanto, se o consumidor constatar alguma irregularidade, deverá comparecer até o setor de atendimento do Procon com a fotocópia dos seguintes documentos: RG e CPF, comprovante de residência e o endereço da loja em que estiver irregular. “Importante destacar que diferença de preço não é irregularidade, pois o consumidor é livre para comprar onde quiser. São vários fatores que influenciam, dentre eles: marca, modelo, fornecedor, margem de lucro do estabelecimento”, enumera.

Goerl relembra a Lei Federal nº 12.886/2013, que proíbe a exigência dos itens de uso coletivo, como materiais de escritório ou de limpeza. De acordo com o diploma legal, a exigência é abusiva e os produtos devem ser de responsabilidade das escolas. São proibidos itens como papel ofício em grandes quantidades, papel higiênico, álcool, flanela e outros produtos administrativos, de consumo, de limpeza e higiene pessoal. Estão incluídos, também: fita adesiva, cartolina, estêncil, grampeador e grampos, papel para impressora, talheres e copos descartáveis e esponja para louça, entre outros itens que não sejam utilizados exclusivamente pelo aluno. 

“Caso o consumidor, durante as compras, se sinta lesado pelo comércio, pode procurar o Procon de Pomerode, na rua 15 de Novembro, nº 525. Nós atendemos sempre das 07h30min às 11h30min e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira”, esclarece.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP Isadora Brehmer/JP
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