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Começa amanhã o julgamento dos e agricultores Erculano Radwanski e Ricardo Radwanski

O episódio, segundo o advogado dos Radwanski, foi um ato em legítima defesa. Depoimentos e fotos mostram que os Radwanski foram atacados pelos Miranda a golpes de cabresto, socos e chutes

357bf2adbc4f235ebc5db80ff3279ac1.jpeg Foto: Divulgação

Começa nesta quarta-feira, dia 8 de agosto,  no Tribunal do Júri de Guaratuba, o julgamento dos agricultores Erculano e Ricardo Radvanski,  que se envolveram em uma briga, no ano de 2014, ao defender suas terras de uma ocupação irregular de suas terras. Ambos irão a Júri Popular por tentativa de homicídio, contra Valdeci Gabriel de Miranda e Valdeci Gabriel de Miranda Junior, que, segundo denúncias, grilavam terras de diversos agricultores da região. Há na justiça paranaense mais de três ações de reintegração de posse em face dos Mirandas.

O episódio, segundo o advogado dos Radwanski, foi um ato em legítima defesa.  Depoimentos e fotos  mostram que os Radwanski foram atacados pelos Miranda a golpes de cabresto, socos e chutes.

“Eles estavam fotografando a atividade ilícita dos Miranda que, nas terras dos Radwanski, soltavam mais cavalos. Os Radwanski filmaram, os Miranda não gostaram e partiram pra cima armados, e levaram a pior no ato de defesa”, explicou o advogado de defesa da família Radwanski Claudio Dalledone Junior.

A briga

Segundo relatos e documentos existentes no processo,  Ricardo e Erculano Radwanski, chegavam a sua propriedade, na zona rural de Guaratuba,  no dia 22 de agosto de 2014, quando se depararam com os Mirandas descarregando mais cavalos em suas terras. “Eles começaram a cercar a área, trouxeram cavalos para  ocupar a nossa terra de maneira ilegal, tomaram o que era nosso”, disse Erculano Radwanski.

Segundo os Radwanski´s, a Família Miranda passou, equivocamente, a exercer o direito de propriedade da área e ignoravam todas as tentativas de diálogo. “Instalaram energia elétrica, construíram cercas e soltaram cavalos. Passaram a tratar a terra como se fosse sua. Nós pedimos, falamos, conversamos, tornamos a conversar, mas eles não queriam saber e por fim avançaram em nós armados”, disse Ricardo Radwanski.

Tragédia anunciada

Dias antes da briga entre Mirandas e Radwanskis uma tragédia ocorreu na área do conflito. Os cavalos soltos no local acabaram matando um pescador com um coice. “Foi algo terrível, uma pessoa morrendo em nossa terra, atacada por animais que foram colocados lá para ocupar ilegalmente  o que era nosso”, desabafou Erculano.

Dias depois, os Miranda teriam novamente invadido a área com um caminhão trazendo mais cavalos para o espaço. Segundo o relato dos irmãos Radwanski, mesmo após a morte do pescador, os invasores de suas terras seguiram com a ocupação e com o uso de animais xucros e agressivos. Apreensivos, os Radwanski decidiram que iriam filmar aquela ação. “Neste momento eu fui atacado pelo Valdeci Jr. Ele partiu pra cima de mim com um cabresto de ferro. Fui espancado, fiquei com o olho roxo, e então veio o Valdeci Pai  pra cima com um facão, quando meu sobrinho interviu”, relembrou Erculano.

Tradicionais agricultores plantadores de arroz do litoral paranaense, Erculano e Ricardo nunca negaram o ato e desde o início do processo colaboram com as investigações. São deles as imagens, fotos e vídeos do momento das agressões. “São dois trabalhadores, dois homens honrados e que nunca se furtaram a sua responsabilidade. Estão indo a julgamento por se defenderem, por lutarem para que não fossem mortos por aqueles que invadiam as suas terras. São inocentes e merecem ser absolvidos”, concluiu o advogado Claudio Dalledone Junior.

 

Fonte: Araucária no Ar



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Créditos: Divulgação
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