Jornal de Pomerode

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Combate à violência contra mulheres é tema de campanha estadual

Em Pomerode, até meados de junho, mais de 70 casos casos foram registrados. Índice representa a metade do número de casos do ano passado

b32a160c90c5cf191a456e4ef954dc3b.jpg Foto: Divulgação

Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio. Sob diversas formas e intensidades, a violência contra as mulheres é recorrente e presente em muitos países, motivando graves violações de direitos humanos e crimes hediondos.

Baseado nisso, o Governo do Estado lançou na quinta-feira, 21, uma campanha de combate à violência contra as mulheres em Santa Catarina. A ação está focada no ambiente digital, com peças para redes sociais e produção de matérias especiais sobre o tema. Foram elaborados vídeos informativos e imagens para alertar sobre os números que, nas redes sociais, serão marcados com a hashtag #nadajustifica.

Os dados em Santa Catarina são bastante alarmantes. Em 2018, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, foram registrados 1.382 estupros entre os meses de janeiro e abril. Também neste período foram 6,9 mil casos de lesão corporal – sendo que quase 65% ocorreram dentro de casa.

Em relação ao feminicídio 

crime praticado contra a mulher em decorrência de violência doméstica, familiar ou, ainda, menosprezo ou discriminação à condição de mulher – no primeiro trimestre desse ano foram registradas oito ocorrências em Santa Catarina. Em metade dos casos, as vítimas tinham até 30 anos e tinham filhos com o autor do crime. Três vítimas registraram boletim de ocorrência contra o criminoso. E quase todos os casos ocorreram dentro de casa.

Os números em Pomerode 

Nos seis primeiros meses de 2018, foram registrados 72 casos de Lei Maria da Penha em Pomerode, até o dia 28 de junho. O número representa quase a metade dos casos registrados durante todo o ano de 2017, quando foram registrados 157 casos de violência contra a mulher. Em comparação com o ano de 2016, houve um aumento nos casos, já que, naquele ano, foram 152 casos.

Nada justifica. Nada 

Segundo levantamento realizado pelo Instituto Maria da Penha, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. E a cada dois minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo. Para denunciar esses casos, foi criado em 2005 o Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Por meio desse canal as mulheres são orientadas sobre os serviços disponíveis para o enfrentamento do problema. É um serviço gratuito e anônimo. As atendentes são mulheres e são treinadas para dar o devido encaminhamento.

Em Santa Catarina as vítimas também podem fazer denúncias à Polícia Civil pelo número 181.

Outras dores 

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2016, 26,1% das mulheres entre 14 e 29 anos que não frequentavam a escola faltavam às aulas porque precisavam executar tarefas domésticas ou cuidar de crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais. A PNAD 2017 revelou que o número de horas gastas por mulheres com afazeres domésticos é de 20,9 horas por semana, enquanto que a média entre os homens era de 10,8 horas semanais.



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Créditos: Governo do Estado de Santa Catarina Governo do Estado de Santa Catarina
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