Jornal de Pomerode


Cinema ao Vivo mudo exibe o clássico “Nosferatu” em Pomerode

O projeto Cinema ao Vivo, do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), estará em Pomerode no dia 26 de outubro para uma sessão assombrosa e espetacular: a apresentação do clássico do terror “Nosferatu”.

63f693577f2922d40ae25a943b2f93e1.jpg Foto: Divulgação

O projeto Cinema ao Vivo, do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), estará em Pomerode no dia 26 de outubro para uma sessão assombrosa e espetacular: a apresentação do clássico do terror “Nosferatu”, de 1922, com trilha sonora executada, ao vivo, pela banda Skrotes, de Florianópolis. A exibição está marcada para às 20h, no Teatro Municipal e a entrada é gratuita – a classificação etária é para maiores de 12 anos. A ação é uma parceria entre a Fundação Catarinense de Cultura, por meio do MIS/SC e a Fundação Cultural de Pomerode.

Considerado uma das obras-primas do cinema mudo, “Nosferatu” é uma adaptação do diretor Friedrich Wilhelm Murnau do romance “Drácula”, de Bram Stoker. A trilha sonora original do filme foi composta por Hans Erdmann (1888-1942), para ser executada ao vivo durante as exibições, como era comum na era do cinema mudo. Só que, desta vez, a sonoridade submerge da inspiração contemporânea da banda instrumental catarinense mais celebrada no cenário da música nacional. 

Esta é a essência do Cinema ao Vivo, proporcionar ao público a oportunidade de assistir grandes espetáculos que remontam às origens do cinema mundial. Assim, resgata-se a tradição do antigo “cinema mudo”, onde, devido a limitações tecnológicas, o som era executado ao vivo a cada exibição, o que tornava cada sessão única. “Agora com mais recursos é possível criar uma atmosfera, onde o passado e o presente ganham uma nova relevância em termos de experiência cinematográfica”, explica a administradora do MIS/SC Ana Lígia Becker. Não por menos, um dos temas criados exclusivamente para essa performance pelo trio Skrotes acabou entrando no mais recente álbum da banda, “Tropical Mojo”, e é presença garantida no setlist dos shows do trio, que acaba de chegar de uma turnê pela Inglaterra.

O projeto Cinema ao Vivo teve início em 2015 e já adaptou para as telas quatro filmes: “Nosferatu”, com Strokes, e as comédias “O Circo” (Charlie Chaplin, 1928), com a Banda da Lapa, “A General” (de Buster Keaton, 1926), com a Orquestra de Choro da Escola Livre de Música de Florianópolis, e “Tempos Modernos” (Charlie Chaplin, de 1936), com a trilha composta pela Orquestra Manancial da Alvorada. Sucesso incontestável de público, o Cinema ao Vivo levou mais de 2,5 mil pessoas nas 18 sessões que promoveu e todas com lotação.

O filme 

O longa “Nosferatu” narra a história de Conde Orlok, um vampiro dos Montes Cárpatos que se apaixona perdidamente por Ellen e traz o terror à cidade dela, Wisborg. “Nosferatu” é considerado um dos primeiros representantes do gênero de terror no cinema, além de sua concepção visual ter exercido forte influência no gênero. Ao mesmo tempo, com um protagonista demoníaco e seu caráter perturbado, a obra é considerada uma representação fiel do cinema da República de Weimar. 

A banda - O som dos Skrotes nasceu em 2009, em Florianópolis, a partir da diversidade da formação musical dos seus integrantes. Chico Abreu, Guilherme Ledoux e Igor De Patta transitam entre a música clássica, o jazz, o samba, a música brasileira, o punk rock, o metal e a música eletrônica de forma tão natural que as diferenças entre estilos se diluem e variados ritmos soam como uma coisa só. Uma música baseada na liberdade, desconstrução e transgressão das estéticas musicais.

Durante oito anos de atividades, lançaram cinco registros de forma independente e fizeram mais de 180 shows por Santa Catarina e outros estados brasileiros e, recentemente, realizaram uma turnê pela Inglaterra a convite do Festival de Lancaster. O álbum “NessunDorma”, lançado em janeiro de 2014, entrou na lista de melhores discos da música brasileira em 2014 pela publicação virtual O Embrulhador, na 22ª posição em uma lista de 100 discos, que contava com vários artistas reconhecidos e valorizados nacionalmente como Tom Zé, Criolo, Mombojó, Nação Zumbi, AndreMehmari, Zeca Baleiro, entre outros. Em 2017, o trio toma de assalto novamente o cenário da música com o emblemático álbum “Tropical Mojo”, obra que praticamente carimbou o passaporte do grupo para o circuito musical inglês.



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