Jornal de Pomerode

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Casos suspeitos de febre amarela estão sob investigação em Santa Catarina

Dois dos casos progrediram para óbito, sendo uma das vítimas de Gaspar e a outra de Lajeado do Sul, ambas teriam viajado para outro estado recentemente. Quatro macacos adoeceram no mesmo período.

1750f9ca802413bc39a1391331b42752.jpg Foto: Divulgação

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (Dive/SC), já são cinco casos suspeitos de febre amarela que estão sendo investigados em Santa Catarina. Os casos, em sua maioria, foram registrados entre 1 e 18 de janeiro e são de pessoas que estiveram em viagem por outros estados recentemente.

Em dois desses casos, as pessoas morreram. Uma das vítimas era uma moradora de Gaspar e a outra de Lajeado Grande. Ambas teriam histórico de viagens para o estado de São Paulo. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná foi responsável pelos exames e pode demorar até 20 dias para divulgar os resultados. Não há registros de casos transmitidos dentro do estado desde 1966.

Atualmente, em Pomerode, não existem casos suspeitos. “Existe a suspeita de um caso na cidade de Gaspar, onde a pessoa foi a óbito. De acordo com a Regional de Saúde, o caso ainda está em investigação e não se pode afirmar que o óbito ocorreu por febre amarela”, explica Simone Silva, Técnica de Enfermagem da Vigilância Epidemiológica.

Ainda de acordo com Simone, a Febre Amarela é um vírus transmitido pela picada do mosquito contaminado, o Aedes Aegipti, que também transmite dengue, Zika e Chikungunya. A doença pode ser tratada e prevenida de outras maneiras, além da vacina. “É importante o uso de repelente, se possível, colocar telas nas portas e janelas e evitar o acúmulo de lixo e água parada”, ressalta.

A Vacina

A vacina contra a Febre Amarela pode ser feita gratuitamente na rede pública. Em Pomerode, atualmente, a dose encontra-se nas Unidades: ESF Horst Wilhelm Bernhardt, Testo Central, ESF Carlos Ramthun, Pomerode Fundos, ESF Rosita Zimmer, Ribeirão Areia, ESF Jane Meri Seibert Fernandes, Testo Rega. Segundo Simone, a partir da próxima semana a vacina será descentralizada e administrada em todas as Estratégias de Saúde da Família. “Cada frasco contém 5 ou 10 doses de vacina contra a febre amarela, e após aberto, podemos utilizá-lo por 6 horas. Cada município recebe uma cota mensal do Ministério da Saúde e se racionalizarmos a aplicação, podemos vacinar mais pessoas, evitando o desperdício”, conta a Técnica em Enfermagem.

Neste ano, a vacina também entrou no calendário vacinal, para imunização de crianças entre nove e 10 meses e 29 dias e não possui grupos prioritários.

“A vacina confere importante proteção contra a Febre Amarela. Porém, estamos vacinando somente os casos indicados pelo Ministério da Saúde, de acordo com a nossa região”, exclama Simone.

 Macacos

Está sendo investigado o caso de quatro macacos que adoeceram nesse mesmo período. A coleta de amostras já foi feita nos animais e os resultados estão sendo aguardados.

O Dive, por meio de um Folder, informa que os macacos são como sentinelas da doença, pois vivem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores e são os primeiros a adoecer, alertando para uma possível circulação do vírus em determinada região. “Quando estão doentes a maioria dos macacos apresenta comportamento lento, costuma descer das árvores, fica perambulando pelo chão, tem dificuldades para se alimentar e morre em poucos dias”, informa o órgão, ressaltando a importância de comunicar imediatamente ao Serviço de Saúde do município a morte, ou mudança de comportamento, de macacos.

Ainda segundo o Dive, “a febre amarela é uma doença infecciosa e não contagiosa que se mantém endêmica ou enzoótica nas florestas tropicais dos continentes americano e africano, sendo transmitida ao homem mediante a picada de insetos hematófagos da família Culicidae, em especial dos gêneros Aedes e Haemagogus. As manifestações iniciais da doença são: febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há um aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença”.



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