Jornal de Pomerode


Casal nasceu no mesmo dia, tem o mesmo nome e faz planos para oficializar a união

Conhecer uma pessoa que tem tudo a ver consigo parece história de cinema, algo que não existe na vida real. Mas para o casal Fabiana Cristina Barbosa, de 32 anos e Fabiano Lohse, de 38, a história saiu da ficção e se tornou real. Além de ter o nome praticamente igual, os dois nasceram no mesmo dia, em 11 de abril.

20cd4339bcadab8af807dc0f477db9f2.jpg Foto: Divulgação

Conhecer uma pessoa que tem tudo a ver consigo parece história de cinema, algo que não existe na vida real. Mas para o casal Fabiana Cristina Barbosa, de 32 anos e Fabiano Lohse, de 38, a história saiu da ficção e se tornou real. Além de ter o nome praticamente igual, os dois nasceram no mesmo dia, em 11 de abril. 

Os dois se conheceram há cinco anos, em abril de 2012. Fabiana estudava e trabalhava em Cascavel, no Paraná, mas visitava os pais sempre em Maripá, no mesmo estado. Lá, ela tinha uma amiga, Rosani Lohse, cujo pai era irmão do avô de Fabiano. Foi na casa da amiga que os dois se encontraram pela primeira vez. “Nós nos olhamos, olhamos de novo e então a Rosani disse: ‘esse aqui também é Fabiano’. Mas, eu estava saindo de um relacionamento difícil, sem saber que ele também acabava de se divorciar. Ali ficamos por algumas horas falando de assuntos que nos faziam rir. À noite combinamos de sair com nossos outros amigos, e assim foi”, relembra Fabiana. 

Ela comenta que não foi na primeira tentativa dele que ela cedeu, mas que depois não conseguiu resistir e deu uma chance. “Foi incrível. Nem a música eu ouvia mais, foi intenso e mágico”, ela afirma. Os dois passaram aquele fim de semana juntos e na hora da despedida, veio a descoberta da data de aniversário idêntica. Lohse perguntou quando ela fazia aniversário e ela revelou que era em 11 de abril, para a surpresa e incredulidade dele. 

Fabiana entregou a ele um pequeno rosário que carregava na carteira e Lohse afirmou que ainda devolveria a ela. “Foi um susto para nós dois. Mas, depois a rotina voltou ao normal. Só que algo não ficou normal em mim depois daquele final de semana e depois de alguns dias, ele me mandou uma mensagem. Explicou que não parava de pensar em nós dois e eu, na mesma situação. Ali começou a pesar a distância, os problemas, as dificuldades financeiras, mas sempre tivemos pessoas que apoiam e acreditam nos nossos sonhos”. 

No mês de junho daquele ano eles iniciaram um namoro à distância. Fabiana conta que precisou arrumar um emprego extra para pagar as despesas de passagens para vir a Pomerode, onde Lohse morava. A cada quinze dias, ela saía na sexta-feira à noite do Paraná, de ônibus, e viajava 12 horas, chegando aqui no sábado de manhã. Na noite de domingo embarcava de volta e chegava na segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho. 

“Quando eu chegava em Blumenau na rodoviária, a gente se abraçava e uma lágrima corria do olho dele e sentia seu corpo todo tremer de emoção de, simplesmente, estar ao meu lado. Tudo aquilo valia muito a pena”, afirma Fabiana.

Com o passar do tempo, os dois foram conversando mais e revelando detalhes sobre experiências anteriores em relacionamentos. A partir destes diálogos, os dois passaram a conhecer o que esperavam do relacionamento e, assim, torná-lo melhor. 

Não demorou para surgirem os planos para morarem juntos. “Tínhamos planejado que eu terminaria meu curso de Ciências Contábeis primeiro, já que faltava somente um ano ainda. Mas, em agosto de 2012 eu fui demitida, culminando para a decisão de antecipar a minha vinda. Em outubro, ele foi ao Paraná me buscar. Minha família, no começo, era meio contra, pois achavam que era muito recente. Mas todos me conhecem e sabem que sou muito determinada e me adapto muito fácil a lugares e a tradições. Fabiano também é assim, sofremos nas nossas vidas, aprendemos com nossos erros anteriores, tivemos muitas alegrias também, mas sabíamos o que queríamos e sabíamos o que fazer e como fazer para sermos felizes completamente”.

Os dois vivem juntos  há cinco anos, também com a filha de Fabiano, Júlia, que tem 12 anos, mas que, segundo Fabiana, é muito inteligente e madura, respeitando muito o pai e a relação deles. E, como tudo vai bem, os dois decidiram oficializar a união e irão se casar no dia 17 de junho. 

“Hoje, depois de tão somente cinco anos juntos, vamos visitar meus pais a cada dois ou três meses, como prometi a eles. Vivemos em harmonia com a família, defendemos um ao outro e estamos juntos para o que der e vier. A sensação que temos é que encontramos a nossa alma gêmea. Tenho a sensação de que tudo o que eu vivi até hoje foi para que eu tivesse inteligência e maturidade para saber lidar com a nossa relação naturalmente, saber me posicionar com alguns contratempos que tivemos e que ainda vamos ter”, declara Fabiana. 

Para ela, a sintonia entre os dois é o que possibilitou o sucesso do relacionamento. “Mas nada é impossível quando se sonha junto, quando se planeja junto, quando os dois se amam, quando um pensa no outro, quando um abre mão de algo em pensando no bem estar do outro. Isso é uma vida a dois, sempre somando ao outro. E um detalhe importante, o rosário voltou pra mim, junto com ele e permanece na carteira dele. E nós, enquanto existir o amor, vamos caminhar no mesmo passo, para o mesmo rumo”, finaliza.



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