Jornal de Pomerode

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Buscando valorizar o que é nosso

Santa Catarina lança selo “Compre em SC”, que será colocado em produtos feitos no Estado, para motivar a aquisição de mercadorias catarinenses.

f73af99746e9c265f308e20853a3871e.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

A economia catarinense apresentou baixas nos últimos meses, principalmente devido às paralisações que ocorreram em todo país e, também, ao longo de todo o Estado. E, nesta semana, o Governo de Santa Catarina adotou medidas importantes para incentivar as compras em solo catarinense. Uma delas é chamada de “Compre em SC”, um selo que será lançado para ser introduzido nos produtos que são feitos em Santa Catarina. A iniciativa já está movimentando os diversos setores produtivos e comerciais, e está sendo adotada por vários munícipios do Estado. 

O governador Eduardo Pinho Moreira destacou na terça-feira, 12 de junho, que a união dos municípios é que faz de Santa Catarina o melhor Estado do país. A declaração aconteceu durante a solenidade de abertura do Congresso de Prefeitos, organizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Durante o evento, foram assinados dois protocolos de intenções e um acordo de cooperação entre o Governo do Estado e a Fecam. Além do projeto “Compre em SC”, uma das assinaturas foi para o Compra Legal, um programa com o objetivo de incentivar os municípios, para que adquiram produtos e serviços locais, favorecendo a produção regional e, consequentemente, fortalecendo a economia de cidades catarinenses. 

Em Pomerode, já existe um selo para valorizar os produtos locais. Desde 2015, várias empresas e comerciantes do município adotaram o selo “Feito em Pomerode”. A valorização do que é feito aqui, em nossa cidade, já é costume, tanto que, o próprio governo de Santa Catarina, usou nosso município como exemplo para defender o projeto “Compre em SC”.

A Schornstein, produtora de cervejas artesanais pomerodense, já está com representatividade nacional, devido ao crescimento gradativo nos últimos anos. Segundo o diretor da empresa, Adilson Altrão, ser uma empresa de Pomerode interfere na escolha do consumidor. A cervejaria ainda está em processo de adoção do selo “Feito em Pomerode”, que em breve, será introduzido em produtos da Schornstein, mas Altrão garante que, só o fato da cerveja ser produzida na cidade “Mais Alemã do Brasil”, pesa na decisão do consumidor de levar ou não o produto.

“Tinhamos uma fábrica em São Paulo, na cidade de Holambra. Mas muitas pessoas ficavam decepcionadas por verem no rótulo onde era produzida a cerveja, e acabavam não levando a mesma. Quando começamos a colocar em todos os produtos o endereço de nossa fábrica aqui de Pomerode, aumentou muito o número de vendas. As pessoas ligam o fato de que ser feito aqui na cidade é sinônimo de qualidade, pois muitos que conhecem Pomerode, pela mídia, enxergam a cidade como uma ‘Pequena Alemanha’ e levam em consideração toda a nossa qualidade de vida, de renda e, é claro, a qualidade de nossos produtos”, explica Altrão.

Ainda de acordo com o diretor da empresa, o selo que será lançado no Estado, é de extrema importância para Santa Catarina, tanto para os turistas, quanto para a população local.

“Creio que esse selo vai causar um efeito. De um modo geral, o brasileiro olha para o Estado com um olhar diferenciado. E esse selo só funciona pois Santa Catarina já é uma referência nacional em qualidade de vida, turismo, distribuição de renda e industrialização”.

Hoje, a Schornstein distribui cervejas em vários pontos do país. Em média, são produzidos 150 mil litros por mês. A fábrica tem capacidade para chegar a 350 mil litros, e a empresa espera aumentar a demanda ao longo do tempo. A cervejaria possui 15 linhas disponíveis. A fábrica fica localizada no Armazém Schornstein, na Rua Hermann Weege, 60, no centro de Pomerode.

Outra que se destaca, porém em outro segmento, é a Fakini Malhas, empresa têxtil pomerodense, que também adotou o selo “Feito em Pomerode”. A companhia já possui estampados em seus catálogos, que rodam o Brasil, a marca que registra a fabricação do produto em nossa cidade. A Fakini também está planejando colocar os selos em suas peças, para dar ainda mais valor ao município.

Segundo o gerente comercial da empresa, Jaison Stahnke, implementar selos que incentivam a compra de produtos catarinenses é de suma importância para a economia estadual.

“É uma ideia genial, pois o Estado é bem visto em todo Brasil, pelos mais diversos motivos, mas, principalmente, pela qualidade do que é fabricado por aqui. É bem legal ter isso, para nós reforçarmos a imagem positiva que Santa Catarina tem, e dar mais força para as indústrias e comércios daqui”, enumera.

Ainda de acordo com o gerente, a empresa atua, também, em alguns países da América do Sul, e segundo Stahnke, a imagem do Estado nesses países, é extremamente positiva.

“Nós temos distribuição em alguns países da América do Sul. E por lá, o Estado de Santa Catarina é bem visto por eles. Estive recentemente em Montevidéu e Buenos Aires e quando nós falávamos que éramos de Santa Catarina, eles já sabiam que nosso Estado é referência, pois eles têm conhecimento da qualidade dos produtos que são feitos aqui”, esclarece.

A Fakini, atualmente, produz, aproximadamente, um milhão de peças por mês, e possui várias revendas no Brasil e fora do país. A fábrica fica localizada na Rua XV de Novembro, 1800, no Centro de Pomerode.



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Créditos: Raphael Carrasco/JP James Tavares/Secom
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