Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Bronquiolite Viral Aguda: um verdadeiro incômodo

O pico de incidência ocorre entre junho e julho, mas pode já iniciar em março, indo até julho. É concomitante com a incidência da Influenza.

O vírus Sincicial Respiratório é o principal agente causador dessa infecção em lactentes jovens (geralmente menores de 1 ano de idade). É um RNA vírus, da família paramyxoviridae. Um vírus sazonal, ou seja, geralmente aparece entre o outono e inverno aqui na região Sul.

O pico de incidência ocorre entre junho e julho, mas pode já iniciar em março, indo até julho. É concomitante com a incidência da Influenza.  

Os lactentes são o grupo de risco mais acometido, em especial:

1- Os prematuros, pela baixa reserva energética, desmame precoce, anemia, infecções repetidas e uso de corticoide. O risco de hospitalização diminui com o aumento da idade gestacional; 

2- Os portadores de cardiopatia congênita; 

3- Os portadores de doença pulmonar crônica da prematuridade. 

Geralmente a maior gravidade da Bronquiolite ocorre na primeira infecção. Não existe tratamento especifico para o VSR, apenas medidas preventivas e controle da infecção.

A prevenção com o anticorpo específico, o palivizumabe é capaz de prevenir formas mais graves da doença, sendo recomendado em diversos países, inclusive aqui no Brasil.  

Resumindo, a Bronquiolite é uma infecção viral sazonal, comum em bebês, caracterizada por sintomas parecidos com o resfriado, porém com edema (inchaço) das vias aéreas e produção de muito muco (catarro) pelos bronquíolos nos pulmões.

É mais comum em bebês de 2 a 6 meses de idade, embora possa persistir até os dois anos de idade. Em menores de 6 meses, geralmente ocorre a hospitalização. Os sintomas são muito parecidos com os da asma.

Outros fatores de risco, além da prematuridade, cardiopatia e doença pulmonar da prematuridade, são:

1- Fumo passivo;

2- Creche;

3- Irmãos que frequentam creche e escola e trazem os vírus para dentro de casa;

4- Ambientes frios; 

5- A infecção pelo vírus sincicial respiratório não torna a criança imune ao vírus, podendo repetir a infecção no futuro.

Sintomas e sinais da BVA:

1 – Respiração rápida e superficial; 

2 - Piora dos sintomas do resfriado; 

3– Irritabilidade e cansaço; 

4- Diminuição do apetite; 

5- Dificuldade em manter o sono;  

6 – Abertura exagerada da narina; 

7 – Contração dos músculos do abdome para respirar;  

8 – Tosse; 

9- Lábios e unhas azulados ou arroxeados;  

10 – Palidez.

Tratamento:  

1- Hidratação por via endovenosa na hospitalização;

2- Oxigênio;

3- Fisioterapia respiratória; 

4- Broncodilatadores; 

5- Ribavirina;

6- Osetamivir, quando Influenzae associada;

7- Nebulização com B2 ou solução salina hipertônica. 

Complicações: 

1- Asma no futuro;

2- Pneumonia;

3- Insuficiência respiratória 

 

Dra. Jane Carla Hasse, Pediatra e Hebiatra, CRM 4278, RQE 2550
 



Tags:
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg