Jornal de Pomerode
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Bebês flamingos são a mais nova atração para os visitantes do Zoo Pomerode

Os filhotes nasceram na segunda quinzena de janeiro e essa foi a primeira vez em que a eclosão dos ovos de flamingo foi um sucesso.

66ef4545d0324f90e15484d30eefba79.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

O Zoo Pomerode tem novos pequenos integrantes neste início de 2018. As novas fofuras do zoológico são os flamingos, que nasceram na segunda quinzena do mês de janeiro. São três filhotes que, agora, passam a integrar a colônia de 16 aves que habitam o Zoo Pomerode. 

Esta foi a primeira vez em que a eclosão dos ovos deu certo no Zoo. Houve três outros momentos em que tiveram ovos fecundados, mas o processo não deu certo. Desta vez, foram três filhotes que nasceram. Os mais velhos nasceram há cerca de uma semana e o mais novo, tem cerca de três dias de vida.

O biólogo responsável pelo Zoo Pomerode, Claudio Maas, explicou que, no primeiro mês de vida, os filhotes ficam a maior parte do tempo sob as asas da mãe, nas costas, para que fiquem sempre aquecidos. 

Um outro detalhe curioso é a cor das penas dos filhotes. Eles nasceram com a penugem acinzentada, e somente aos três anos é que eles terão as penas da cor rosa, característica da espécie. “Eles ficarão no ninho durante cerca de um mês. Após esse tempo, começarão a sair e ficar em uma área conjunta com os outros filhotes, onde eles serão alimentados pelos adultos. E, dentro de três meses, no máximo, eles estarão se alimentando sozinhos. Então, passará um período de três anos, até que eles atinjam a maioridade sexual e daí se tornem adultos”, explica Maas.

Para que houvesse sucesso na reprodução e, também, no nascimentos dos filhotes, uma série de etapas precisaram ser seguidas rigorosamente, para que nenhuma delas fosse prejudicada. Primeiramente, o acasalamento; depois, a fecundação do ovo, seu desenvolvimento e eclosão. Agora, a concentração é no desenvolvimento dos filhotes, para que sejam animais saudáveis. O alívio virá quando os filhotes completarem três meses de vida e começarem a se alimentar sozinhos, significando o término das etapas mais delicadas. 

Maas ressalta, ainda, a importância destes nascimentos para a preservação da espécie em todo o mundo. “É muito importante porque, como o animal selvagem consegue ser reproduzido sob os cuidados humanos, você desenvolve técnicas, você aprimora as técnicas já existentes e isso soma para a população de backup, como chamamos. Esta é a população que vai manter a diversidade genética e vai ajudar na manutenção dela como um todo. Se, eventualmente, algo acontecer com a população do habitat natural, estes animais precisam ser repostos. Nós conseguimos ter animais para fazer um trabalho de reintrodução, de reposição, de revigoramento genético, que é fundamental para a manutenção, em longo prazo, dessa espécie”, pondera.

Os flamingos no Zoo Pomerode 

Atualmente, entre os 16 flamingos que vivem no Zoo, são 12 fêmeas e quatro machos. A espécie faz parte da variedade do zoológico desde o ano de 2007, após terem sido apreendidos no Espírito Santo. Muitos deles tiveram as asas amputadas quando foram capturados, o que também prejudica o acasalamento. A captura, segundo o biólogo, acontece principalmente por ser um animal exótico. 

Recentemente, os flamingos foram transferidos para um recinto próprio. Os espelhos colocados no interior do novo recinto facilitaram a reprodução, pois passa a sensação aos animais de que o grupo conta com mais indivíduos, o que os deixam mais confortáveis e deixa o ambiente mais próximo do habitat natural, melhorando os resultados. 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP Isadora Brehmer/JP
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