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Ato que celebra governo Colombo reúne mais de 2 mil pessoas

O evento foi realizado na cidade de Lages. Várias autoridades estavam presentes na cerimônia que homenageou o ex-governador do Estado de Santa Catarina.

c536468840218fca387d703e42320c12.jpeg Foto: Luiz Gustavo Debiasi

O ato de celebração do mandato de Raimundo Colombo como governador de Santa Catarina entre 2011 e 2018 reuniu mais de duas mil pessoas na Pousada Rural do Sesc, em Lages, na manhã deste sábado. Lideranças do PSD de todas as regiões de Santa Catarina participaram do encontro, que também contou com as presenças do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, dos presidentes estaduais do PP, deputado Sílvio Dreveck, do PSB, Paulo Bornhausen, e do DEM, deputado federal João Paulo Kleinubing.

Colombo recebeu três homenagens durante o ato. A cantora Marisa Bunn interpretou a música Amigo, de Roberto Carlos, e levou o ex-governador às lágrimas. A Juventude do PSD entregou uma camiseta e uma placa de reconhecimento pelos mais de sete anos de mandato. Na sequência, crianças carregando as bandeiras de Santa Catarina e do Brasil, homenagearam Colombo, ao mesmo tempo em que foi exibido o jingle da campanha de reeleição ao governo em 2014.

O prefeito de Lages, Antônio Ceron, abriu a série de discursos e lembrou que Raimundo Colombo fazia parte da história dos lageanos que governaram Santa Catarina. “É muito bom ser aplaudido no início, mas é muito melhor ser aplaudido no final”, ressaltou.

Falando em nome das mulheres do PSD, a prefeita de São José, Adeliana Dalpont, disse que Santa Catarina precisa de Colombo no Senado. O deputado Gabriel Ribeiro declarou que o ato celebrava um governo que valorizou as pessoas.

 “O Brasil precisa de você, dos teus exemplos, daquilo que você leva dentro do coração”, destacou o deputado Milton Hobus, ao salientar que Colombo foi o maior prefeito entre os governadores que já passaram pelo Estado.

O presidente do PSB, Paulo Bornhausen, lembrou das determinações recebidas do governador Colombo quando assumiu como secretário de Desenvolvimento Econômico, em 2011. O primeiro pedido, segundo ele, foi a implementação do programa Juro Zero, que já emprestou mais de R$ 200 milhões para pequenos empreendedores. “Isso é olhar para as pessoas humildes”, disse. Antes de encerrar seu discurso, Paulinho leu uma carta do pai, Jorge Bornhausen, que não pode participar do encontro. Em um dos trechos, Bornhausen escreveu: “Sua tarefa, recém concluída, foi cercada de amplo sucesso, graças a sua liderança, seu tino administrativo e sua paciência, lhe credenciam mais uma vez para chegar à câmara alta. Seus próximos passos serão o de coordenar a eleição estadual e presidencial em Santa Catarina, visando o bem comum.”

Deputado e presidente do PP, Sílvio Dreveck, agradeceu o convite feito por Colombo, em 2015, para que fosse líder do governo na Assembleia e lembrou que, no ano passado, o PP tomou a decisão de fechar aliança com o PSD e o PSB nas eleições. “Estamos nesse grupo com Gelson Merisio, Esperidião Amin e Paulo Bornhausen porque é um projeto para Santa Catarina”.

O ex-governador e deputado federal pelo PP, Esperidião Amin, afirmou que todos podem se orgulhar do governo Colombo porque o saldo foi bom para a Serra, para Lages, para Santa Catarina e o Brasil.

Projeto para Santa Catarina

“Raimundo Colombo tem a partir de hoje mais uma missão, a de nos liderar para um processo vitorioso ao governo do Estado. Não um projeto partidário, apenas”, afirmou o presidente estadual do PSD, deputado Gelson Merisio. “Temos que ter a grandeza e a maturidade de construir um projeto que seja o melhor para Santa Catarina. Nesse projeto não cabe imposição partidária, projeto pessoal”, ressaltou.

Merisio destacou que é preciso reconhecer o direito das pessoas de pensarem diferente. “É uma grandeza que precisamos acoplar a cada uma das nossas ações. Jamais terão em mim a imposição de uma candidatura, seja pessoal ou partidária. Terão sempre em mim o construtor de um projeto que eu acredito que seja para fazer o bem para Santa Catarina”.

Gelson Merisio também anunciou que apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional na Assembleia para transformar o Fundam (Fundo de Apoio aos Municípios) em algo definitivo, “porque é nos municípios que as ações devem acontecer e essa sempre foi a visão do governador Raimundo Colombo, mas não é a do governo que assumiu”.

Vindo de São Paulo ainda pela manhã, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, frisou que é difícil haver em qualquer estado brasileiro uma liderança como Raimundo Colombo. “Como líder vai nos levar para esse porto seguro e apresentar para Santa Catarina o melhor caminho e projeto para as eleições”.

Também participaram do ato, além das autoridades que discursaram, os deputados estaduais Antonio Aguiar, Jean Kuhlmann, Milton Hobbus, Ismael dos Santos, Ricardo Guidi, Dalmo Claro, Darci de Matos, Kennedy Nunes, a deputada federal Carmem Zanoto, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças do PSD.

Política é uma atividade humana

Emocionado, o ex-governador e pré-candidato ao Senado Raimundo Colombo falou durante mais de 25 minutos e foi interrompido por aplausos durante várias vezes pelas pessoas que lotaram o centro de eventos. Primeiro, Colombo agradeceu a presença de todos, vindos de diversas regiões de Santa Catarina e saudou as lideranças políticas que participaram do ato. Destacou a mensagem de Jorge Bornhausen, “amigo de tantas caminhadas”, e as presenças de Gilberto Kassab e do presidente municipal do PMDB de Joinville, Cleonir Branco, que representou a família do ex-governador e ex-senador Luiz Henrique da Silveira no ato.

Colombo ressaltou que a política é uma atividade humana, não é um negócio ou uma briga e observou: “Precisamos ser a voz de quem não tem voz, a oportunidade para quem não tem e devolver a esperança para quem a perdeu. Você deve governar com essa filosofia, mas isso não terá placa de inauguração e nem será notícia.”

O ex-governador defendeu a humanização da política e de estar próximo das pessoas onde elas estejam. Lembrou das decisões difíceis que adotou, principalmente durante a crise econômica que afetou a arrecadação de Santa Catarina e de outros estados. Colombo destacou que a decisão política de não aumentar os impostos não lhe rendeu nenhuma placa, mas garantiu os empregos e destacou: “Santa Catarina foi o Estado que mais abriu postos de trabalho no Brasil no ano passado, quase 30 mil vagas.”

Observou que a Assembleia Legislativa aprovou as leis que eram necessárias, como a reforma da Previdência estadual e a renegociação da dívida do Estado com a União liderada por Santa Catarina, ações que permitiram manter o equilíbrio fiscal. Ressaltou, ainda, que o SC saiu da sétima posição no ranking de competitividade dos estados, em  2011, para o segundo lugar em 2017, e a economia catarinense cresceu 4,3% no ano passado contra 1% do país. O Rio de Janeiro, em razão da crise política, de acordo com ele, perdeu 100 mil empregos.

Democracia garante a liberdade

Colombo condenou quem pensa em destruir a política e os políticos que constroem o futuro, por não ter noção da história e alertou: “Quando se dizima a classe política, passa-se a ter o comando impune e cruel das armas de quem domina. A democracia é o melhor sistema, porque garante a liberdade, a igualdade e as oportunidades para todos.” O pré-candidato ao Senado disse ter a certeza de que a crise política que passamos terá como resultado uma mudança profunda no Brasil.

Como principal líder do PSD catarinense, Raimundo Colombo disse não ter medo do futuro e nem da eleição, apesar de considerar o pleito imprevisível para senador, governador, deputado federal, deputado estadual e presidente da República. “O cenário todo o dia tem uma bomba e vamos entrar em uma eleição que talvez nunca tenha se enfrentado igual em SC”.

Condições para escolher o melhor

Colombo lembrou de Luiz Henrique, disse que devia muito ao ex-governador e ex-senador e que, muitas vezes, as pessoas não compreendiam os gestos dele (Colombo). “Nós fizemos uma aliança em 2006. Eles fizeram a parte deles e me elegi senador, mesmo sem ser conhecido, com a maior votação da história. Luiz Henrique quase me carregou no colo. Ganhei uma eleição no primeiro turno com todos os meus companheiros, mas também com uma ajuda de uma aliança importante. Eles foram fundamentais e sabemos disso. Me reelegi governador e eles não falharam. Eu poderia chegar aqui e dizer que fui oportunista e que só agi em nome do partido e não respeitar aqueles que coligaram com a gente. Se alguém achar que eu não agi corretamente, prefiro pagar esse preço do que não cumprir a palavra e não honrar compromisso”. Colombo disse esperar que volte “a política do fio do bigode” para honrar os compromissos.

Agora, segundo o pré-candidato ao Senado, é necessário olhar para o futuro, conversar muito com as lideranças e construir até julho as condições para escolher o melhor candidato. “O Merisio está fazendo o seu esforço, vai liderando o nosso partido, conversando com outros partidos. Nós precisamos nos dar as mãos, trabalharmos com a humildade de quem sabe que o melhor caminho vai chegar lá na frente. Temos que trabalhar para fortalecer o nosso partido, o nosso pré-candidato e construir um espaço para fazer a melhor administração para Santa Catarina e para a nossa candidatura ao governo e o Senado.”

Antes de concluir o seu discurso, Raimundo Colombo lembrou o poema do português Fernando Pessoa de que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Ao final, foi aplaudido de pé e ovacionado por todos.



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Créditos: Luiz Gustavo Debiasi Luiz Gustavo Debiasi
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