Jornal de Pomerode - Aprendizado-para-a-vida-em-terras-peruanas-63879 
Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Aprendizado para a vida em terras peruanas

O pomerodense Felipe Klowaski, de 18 anos, completou seu intercâmbio voluntário no Peru no final do mês de janeiro. Em seu retorno ao Brasil, ele conversou com nossa equipe e contou um pouco sobre como foi a experiência no país sul-americano

4eb6cf6c9645acd30badb4fd69b9ba37.jpg Foto: Divulgação

O pomerodense Felipe Klowaski, de 18 anos, completou seu intercâmbio voluntário no Peru no final do mês de janeiro. Em seu retorno ao Brasil, ele conversou com nossa equipe e contou um pouco sobre como foi a experiência no país sul-americano. 
Confira a entrevista, na íntegra:

Jornal de Pomerode - Como foi a experiência transcultural? 
Felipe Klowaski - Enriquecedora, transformadora e inesquecível. 

JP - Quais foram as principais diferenças que você notou no país?
FK - As relações mais distantes entre as pessoas, a qualidade e acesso a direitos básicos como transporte, moradia e alimentação, por exemplo, a concepção de mundo e o próprio modo como enxergam o Brasil. A troca de ideias com pessoas dos diversos setores da sociedade peruana, me permitiu ver ainda mais o quanto tenho para conhecer meu próprio país e que temos tudo para ser um dos países mais desenvolvidos do mundo.    

JP - A experiência do voluntariado trouxe mudanças para você como pessoa? 
FK - Me fez perceber e continuar buscando o meu real propósito no mundo, na sociedade. O que estou fazendo, hoje, para construir um futuro melhor para as próximas gerações? Eu tenho essa responsabilidade. Negá-la é negar minha existência em sociedade. Aprendi que estamos de passagem no mundo para servir aos outros com o nosso sucesso e prosperidade, pois vi que foi a partilha de conhecimentos e ações que trouxeram a verdadeira felicidade para mim e os outros. E essa coisa de pensar nosso propósito de vida é algo sério, pois ela está escorrendo de nossas mãos neste exato momento. Não sabemos quando vamos partir. Por isso, me preocupo ainda mais com o que estou construindo, quantas pessoas estou ajudando, que diferença estou fazendo no mundo. Não é uma questão de alimentar e enaltecer o próprio ego, é de fazer mais de mim e me tornar um ser humano melhor, pois somos capazes de evoluir, mudar nossos hábitos e sairmos de nossas bolhas e zonas de conforto que nos limitam, para alcançar o verdadeiro sucesso, liberdade e felicidade. 

JP - Qual foi o momento mais marcante da viagem? 
FK - Escolher um só é impossível. Mas o primeiro e último dia de trabalho e o passeio para Machu Picchu foram transformadores. Do jovem sonhador que queria mudar o mundo, mas ainda não sabia nem como era sair e viver por conta própria fora do seu país, ainda mais para fazer um trabalho voluntário, em outro idioma e cultura com pessoas que nunca imaginaria, até a tomada de consciência de que sou eu que escolho ser um agente transformador e responsável por liderar pessoas para contribuir com o desenvolvimento humano, político, econômico e social da comunidade, que vivo através de ações éticas, com integração, propósito e solidariedade.  

JP - Como foi a volta pra casa e a despedida? 
FK - Na ONG, assim como nós intercambistas, todas as crianças choraram e não queriam se despedir, foi de muita emoção. Foi uma alegria voltar, mas sinto que também deixei uma parte de mim lá. Ao mesmo tempo que chegar em casa foi reconfortante, pois me fez lembrar que tenho a melhor família do mundo e condições de vida que não posso reclamar, aprendi a ser mais grato pela vida que tenho, pelas pessoas que querem o meu bem e também que tenho uma responsabilidade de continuar fazendo diferença na vida de outras pessoas. 

JP - Pretende voltar algum dia?
FK - Com certeza, já me esperam. A família do Karlos que me hospedou, Elias meu ex-professor no Brasil, Rosiane e Everaldo Abegg, amigos de longa data de Pomerode e todas fantásticas pessoas da Aiesec e tantos outros que me acolheram nessa jornada de 40 dias no Peru. 

JP - Como vai aplicar o que aprendeu aqui? 
FK - Tão importante quanto aprender é colocar em prática o que aprendemos. Vou continuar ensinando outras pessoas e aprender com elas, realizando palestras, compartilhando meus conhecimentos e oportunidades, como o Programa Jovem Senador, do Senado Federal, Parlamento Jovem da Alesc, intercâmbios da Aiesec e outras oportunidades, para pessoas que, assim como eu, não sabiam como começar a contribuir para uma sociedade melhor.

JP - Quais os planos futuros?
FK - Sinto que minhas buscas vão além do que já estamos acostumados a dizer, viajar o mundo e seguir carreira profissional e acadêmica. Sou um jovem comum de 18 anos, que gosta de se divertir muito e conhecer pessoas e lugares novos. E também tenho muita energia para aprender, amadurecer projetos, empreender grandes oportunidades e colaborar para termos um futuro melhor para as próximas décadas. Quero continuar fazendo histórias inesquecíveis e proporcionar felicidade a outras pessoas. E tudo isso acredito que só é possível com a tomada de atitudes conscientes, pautadas em valores éticos e com apoio e confiança em Deus, minha família, mestres e amigos.



Galeria de fotos: 3 fotos
Créditos: Divulgação Divulgação Divulgação
Tags:
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg