Jornal de Pomerode
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Apetite de conhecimento: Aposentada faz curso superior após os 50 anos

Após quase 60 anos de vida, fazer um curso de ensino superior e ainda se tornar um microempreendedor individual não é para qualquer pessoa, e exige muita vontade e disposição. Mas isso dona Vitória Maria Lenzi, de 65 anos, tem de sobra.

80cbbacf4f9507aeb1f0d664196a3867.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Após quase 60 anos de vida, fazer um curso de ensino superior e ainda se tornar um microempreendedor individual não é para qualquer pessoa, e exige muita vontade e disposição. Mas isso dona Vitória Maria Lenzi, de 65 anos, tem de sobra. A microempreendedora individual é graduada em gastronomia pela Uniasselvi. 

A história começou há 31 anos, quando ela começou a trabalhar na Epagri de Pomerode, tendo um contato muito forte e constante com a parte de produção de alimentos. “Mas desde pequena eu via minha mãe e algumas das minhas tias cozinhando, então, fui desenvolvendo o gosto por isso desde cedo”, relata Vitória. 

Como sempre gostou de trabalhar com alimentação, ela também sempre teve a certeza de que a especialização é fundamental. Por esse motivo, e ainda devido ao incentivo da Epagri, que promovia diversos cursos, Vitória sempre buscou e adquiriu mais conhecimento. A aposentada também revela que, desde que se casou e precisou trancar a faculdade de Administração, teve o desejo de voltar a estudar. 

Foi esta também a sua motivação para, em 2006, ela começar a faculdade de Técnica em Gastronomia, na Uniasselvi. O curso tinha formação de dois anos e ela teve a sua colação de grau no ano de 2008. “Não tive grandes dificuldades durante a faculdade. Tive muita experiência prática antes, o que facilitou muito o percurso. Inclusive, terminei a faculdade como primeira colocada na turma, aos 56 anos”, revela a técnica em gastronomia. 

E se engana quem pensa que Vitória parou por aí. Pouco tempo depois, ela engatou em mais duas pós-graduações. Uma em Gestão de Pessoas, também na Uniasselvi, e a outra semipresencial, no Senac, de Gestão em Alimentos Seguros.

“Por fim, decidi não ficar parada e decidi abrir uma microempresa individual. Hoje faço doces e salgados por encomenda, como pastelão, strudel, e também os meus carros-chefes, o empadão e a torta-mineira. É uma responsabilidade, porque eu lido, indiretamente, com a saúde das pessoas. Como também já trabalhei na gerência da Vigilância Sanitária, sei da importância do cuidado”, afirma a aposentada. 

Ela também comenta que a família sempre a apoiou em todas as decisões. “Eles nunca foram contra o meu desejo de continuar a estudar, porque sabiam o quanto eu gostava. Nunca tinha pensado em fazer algo meu, mas agora estou gostando muito de ter o meu próprio negócio e agradar as pessoas com o que eu cozinho”, finaliza.



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Créditos: Isadora Brehmer/JP Isadora Brehmer/JP









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