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Amor de mãe que transpassa gerações

“Filhos, netos e bisnetos são a continuação de um amor infinito”. É com essa frase que a aposentada Alida Kuhn Mathias, de 80 anos, define o sentimento por poder ser a matriarca de quatro gerações de mulheres da família, sendo “mãe” para todas elas.

“Filhos, netos e bisnetos são a continuação de um amor infinito”. É com essa frase que a aposentada Alida Kuhn Mathias, de 80 anos, define o sentimento por poder ser a matriarca de quatro gerações de mulheres da família, sendo “mãe” para todas elas. Recentemente, quando completou oito décadas de vida, a “Uroma”, como é carinhosamente chamada, recebeu a visita da família inteira, e pôde refletir sobre o tamanho do amor que sente como mãe.

“Eu nunca pensei em conhecer um bisneto. A gente vai vivendo e nem vê o tempo passar. A Isolde é minha primeira filha mulher, e ela me concedeu a minha neta mais velha, Isolete, que me deu a minha primeira bisneta, Samantha. Por isso, ser mãe é um grande mistério de Deus. É desdobrar a sua vida em um, dois ou três”, afirma a matriarca.

A filha, Isolde Mathias Schuenke, a neta mais velha, Isolete Schuenke, e a primeira bisneta, Samantha Gaedke, têm uma relação muito próxima com a “Uroma”, e, segundo Samantha, é algo parecido com a relação de mãe e filha. “Todas nós temos essa proximidade muito grande com a ‘Uroma’ e, quando temos dúvidas, por exemplo, de como fazer a receita de um bolo, recorremos à mãe, à oma ou à ‘Uroma’, para saber como se prepara e quais os ingredientes. É algo muito especial”, relata.

A mais nova do quarteto de mulheres, Samantha conta que possui diversas histórias especiais com todas as suas “mães”, cada uma com um grande significado para a jovem. 

“Com a ‘Uroma’ Mathias, como eu a chamo, um momento marcante foi em seu casamento de bodas de ouro, onde fiz apresentação solo pela primeira vez, com um instrumento musical chamado Flauta doce soprano. Foi muito gratificante, como bisneta, poder lhe dar esse presente em seu casamento de ouro. Já com a Oma ‘Solde’, é poder ir nas férias à casa dela e acordar ao som do peru ou da galinha de angola, passear de tobata ou de bicicleta. Mas no ano passado, em meu aniversário, levei ela para o Beto Carrero, foi muito divertido poder levar ela em um lugar que ainda não conhecia. E com a minha mãe, chamo ela de mamãe desde pequena, até os dias atuais, com 23 anos. Não tenho vergonha disso e ela também não, mesmo que isso seja uma palavra que as crianças pequenas usam. Com ela, já tive vários momentos marcantes, festas, viagens, briguinhas, afinal,  quem nunca brigou com a mãe? (risos). Uma delas foi o dia em que ela jogou meu ‘bico’ em cima da estante e nunca mais vi ele. Mas sei que foi para o meu bem. Hoje, vivo a experiência de sermos colegas de trabalho e admiro o nosso bom entendimento” enumera a jovem.

Porém, como nem tudo na vida é fácil, existe um pequeno empecilho, que é o fato de morarem em cidades diferentes. Alida reside em Jaraguá do Sul, por isso, nem sempre é possível que se encontrem.    

“Hoje em dia, o tempo não colabora com as visitas, que são mais frequentes em festas. Mas, em períodos passados, passávamos as férias na casa da oma. Sempre era muito divertido, ajudar nas tarefas da casa ou da lavoura. Agora, sempre quando dá, atravessamos a serra de Jaraguá para matar a saudade uma das outras. Uma vez por mês, a minha mãe e eu vamos na casa delas, ou elas vêm para Pomerode”.

Mesmo com a distância, Samantha faz questão de ressaltar o quanto se sente grata por ter a oportunidade de ainda poder conviver com a sua bisavó, avó e sua mãe. “É uma alegria muito grande, saber que tenho uma bisavó. Pois não são muitos que têm essa sorte. Sei que posso contar com o apoio das três e elas, também, podem contar comigo”, destaca.

 



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