Terca-Feira, 20 de Agosto de 2019

facebook_icon

Hoje: Máx 15Cº / Min 10°C

Siga a gente -

Jornal de Pomerode

Edição Impressa

icon_user

Amor de mãe dentro e fora da sala de aula

Conheça a relação da professora que leciona para sua filha, em colégio pomerodense. Cristina Tavares de Oliveira e a filha caçula Juliana de Oliveira Corrêa dividem o espaço na E.B.M. Olavo Bilac

ead5f916f379b94cce42fa402a9c83ba.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

A educação vem de casa. Com certeza, você já ouviu ou falou essa frase alguma vez na vida, não é mesmo? E, imagina para quem recebe os conselhos dentro de casa e, também, na sala de aula, mas com aquela cobrança ou um “puxãozinho” de orelha da mãe? Pois é, na E.B.M. Olavo Bilac, em Testo Central, todo esse pensamento do início da matéria, ilustra bem a vida de Cristina Tavares de Oliveira e a filha caçula Juliana de Oliveira Corrêa, afinal, a mãe, professora de ciências da escola, leciona para a filha desde o 7ºano. 

No começo, alguns alunos ficavam com um pé atrás, pelo fato de Juliana ser filha da professora, em função de possíveis favorecimentos. Mas, com o passar do tempo, os estudantes percebiam que a colega de classe também apresentava as mesmas dúvidas que possuíam e que as notas não apresentavam muita diferença em relação a dos outros estudantes. Agora, que já está no 9º ano, o tempo fez com que conhecesse melhor os colegas, que hoje, não se sentem incomodados pelo fato de Juliana ser filha da professora.

“Nós conseguimos separar bem o grau de parentesco e, dentro da escola, eu sou professora e ela, aluna. É claro que a cobrança com ela é maior, pois o coração de mãe bate mais forte e quando percebo que tem algum exercício errado, sempre pego no pé dela. Claro que também acontece de dar uns ‘puxões’ de orelha nela durante as aulas, para que isso não atrapalhe o processo de aprendizagem dela”, diz a mãe.

Juliana comenta que as cobranças, realmente, são maiores em relação aos outros alunos.

“Ela é bem rígida. Sempre está observando o meu comportamento, como estão indo as minhas notas e também cobra bastante quando chega a hora da aula que ela dá. Mas, isso faz parte, a gente aprende muito com as cobranças. Às vezes, ficamos bravos por causa desse excesso, mas aprendemos muito mais, tanto na escola, com os conteúdos da disciplina, quanto em casa”, relata a filha.

Cristina comenta que a proximidade com sua filha, na escola facilita o contato e o entendimento de certos assuntos pessoais.

“Tenho uma filha que está estudando no Rio. E, como ela tá longe e passa por uma fase mais conturbada por lá, a gente não sabe muito o que fazer pelo fato de estar distante. Mas, quando se tem a oportunidade de poder ter a filha ‘em baixo de suas asas’ na escola, isso permite que você tenha um entendimento do que ela passa, as dificuldades e tudo mais. Só posso agradecer a Deus por ter me dado essa possibilidade de estar junto à minha filha”, finaliza.

 



Veja também: