Jornal de Pomerode

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Adoção: um ato de total entrega

Família relata experiência de ter adotado dois filhos, com alegrias e dificuldades. O sonho de adotar as crianças foi há dois anos atrás

997fe58d7269f1fea12700be64493502.jpg Foto: Arquivo Pessoal

A vontade de adotar surgiu para Bárbara Beskow quando ainda era muito jovem. Segundo ela, era uma fantasia romântica de que amor era tudo que bastava. “Nunca senti o tal chamado para a profissão que escolhi, porém, tenho plena convicção de que senti o chamado para adoção. Com Deus no comando, casei com um homem que sentia o mesmo chamado”, começou.

De acordo com Bárbara, ela engravidou do filho biológico e, quando ele nasceu, aconteceu algo mágico, tanto amor que é impossível descrever. Não cabia dentro de si de tanto amor e teve a certeza de que, realmente, queria compartilhar com outros filhos este mesmo amor. E, foi em 2015 que este sonho se tornou realidade, depois de um processo rápido, já que o perfil que o casal escolheu não tinha restrições.

“Quando meu pequeno grande Otto tinha oito meses, nós fomos conhecer os dois futuros filhos que fariam parte da nossa família. E aconteceu novamente, aquele sentimento mágico, nós e o Otto nos apaixonamos e tivemos a certeza de que daquele encontro sairia uma linda família”, relata a mãe. Na época, o casal Bárbara e Raphael Ricardo Hoffmann adotou Pedro, com oito anos, e Gabriel, com cinco anos.

Porém, Bárbara admite que, apesar de toda a alegria, as dificuldades também vieram, e logo ficou claro que somente colo e carinho não bastariam. Então, a família aprendeu, diariamente, como lidar com as dores e calor dos meninos. 

“Como todas as mães do mundo, basta ser mãe para que você seja inundada de amor e sofrimento. Escutar a respiração dos meus filhos ao meu lado é o que basta para que eu me sinta a pessoa mais feliz e abençoada do mundo. Em contrapartida, se eles choram, eu choro, se eles têm dor, eu tenho dor, se eles estão doentes, eu estou doente, se eles ganham ‘agendada’ na escola, é como se eu tivesse ganhado também, se eles tropeçam, eu tropeço, mas se eles têm uma atitude bonita e sincera, eu me encho de um orgulho que não cabe dentro de mim e, só de imaginar, eu tenho vontade de chorar”.

Os momentos bons são registrados pela família. Cada imagem feliz desperta o desejo de serem levados na memória. Os momentos nem tão bons, eles querem “deletar”, porém, segundo Bárbara, o sofrimento fica marcado no corpo, as marcas estão no coração, nas rugas do rosto, nas olheiras e no peso dos ombros. 

“Eu tenho medo, sim, muito. Todos que você puder imaginar. A partir do momento que você se torna mãe, o medo faz parte da sua vida. Medo por tudo que pode acontecer, levando em conta as mazelas da vida, por tudo que pode acontecer com meus filhos, que são corações adicionais que batem fora do meu corpo. Mas com fé eu continuo, na fé eu busco a força de que preciso para continuar e o amor que me faz superar o medo e o sofrimento de ser mãe, e este sentimento é maior do que tudo. E basta”, coloca.

 



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Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
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