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A solução para a Incontinência Urinária

Por meio do Sling, um tratamento minimanete invasivo, o problema de Incontinência Urinária feminina pode ser resolvido

69a9e87f7e3ac6714f784fa4c5d38bf7.jpg Foto: Divulgação

A incontinência Urinária se caracteriza pela perda involuntária de urina, acontecendo, geralmente, durante manobras de esforço, como tossir, espirrar, levantar peso e, até mesmo, em mudanças de posição corporal, como, por exemplo, ao se levantar da cama. 

As mulheres são as mais acometidas por esta comorbidade, sendo que os sintomas estão relacionados ao número de gestações, menopausa, obesidade e prolapsos de órgãos pélvicos, como “bexiga caída”, “útero caído” e outros. 

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), atualmente, estima-se que uma em cada 25 pessoas pode sofrer de incontinência urinária ao longo da vida. Ainda segundo a SBU, 40% das mulheres, após a menopausa, perdem urina de forma involuntária. 

Mas, e como resolver? Por meio de um tratamento minimante invasivo, o Sling, ou “Cirurgia de Alça”, popularmente conhecida, também, como “cirurgia da telinha”, “cirurgia da cinta”, “cirurgia da faixa” ou ainda “cirurgia da redinha”. Neste procedimento, se introduz uma fita de polipropileno - ou de tecido do próprio corpo da paciente – abaixo da uretra, por via vaginal, com o objetivo de aumentar a resistência uretral, para que, dessa forma, haja o retorno às atividades diárias quase que de imediato, com o mínimo tempo de repouso médico para convalescência. 

O procedimento cirúrgico consiste em uma técnica considerada relativamente simples, uma vez que demora em torno de 30 minutos e a alta ocorre em, no máximo, 24 horas.

O que muitas questionam é se o tratamento dói. A resposta é não! Como é realizado pela via vaginal, resulta em mínima ou nenhuma dor no período e recuperação pós-operatório e tem um importantíssimo efeito cosmético, pois, sendo a cirurgia feita pela vagina, nenhum ponto cirúrgico ou incisão é visível. Caso sejam registrados sinais de dor, utiliza-se medicação analgésica. O emprego de antibiótico, no pós-operatório, vai depender do ocorrido durante a cirurgia e, quando necessário, é utilizado.

Demais informações

Ao contrário do que muitos pensam, o problema é mais comum do que se imagina. E seu tratamento, segundo o Portal da Urologia, inclui, também, outras práticas, como exercícios de fisioterapia, a fim de trabalhar os músculos do assoalho pélvico. Os exercícios, específicos para trabalhar essa área, se chama de exercícios de Kegel. 

É aconselhado, também, pelo portal, a perda de, no mínimo, 5% do peso corporal em pessoas com obesidade ou sobrepeso. A perda pode contribuir e proporcionar uma melhora significativa da incontinência urinária. 

Após o procedimento cirúrgico, é importante, também, a higiene do local, com água e sabonete comum, assim como não fazer muitos esforços físicos por, pelo menos, 10 dias e não manter relações sexuais por 40 dias. Os pontos caem sozinhos, sem a paciente precisar ir ao consultório para retirá-los.

 

Dr. Raphael Lahr - Especialista em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva



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