Jornal de Pomerode


A simpatia italiana em Pomerode

Outra visitante muito especial ficará em Pomerode pelos próximos 11 meses. Chiara Catanzaro, de 17 anos, é italiana e está na cidade há cerca de um mês e meio. Ela veio porque ganhou uma bolsa de estudos no Brasil, mas também escolheu nosso país pelo desejo de aprender o idioma português.

32247f2e018b127a358959e52f45ee6b.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Outra visitante muito especial ficará em Pomerode pelos próximos 11 meses. Chiara Catanzaro, de 17 anos, é italiana e está na cidade há cerca de um mês e meio. Ela veio porque ganhou uma bolsa de estudos no Brasil, mas também escolheu nosso país pelo desejo de aprender o idioma português. 

“O Brasil sempre me chamou a atenção por ser um país com pessoas muito felizes, com muita festa e música, coisas que gosto bastante. Mesmo que a minha primeira opção fosse Portugal, como ganhei a bolsa de estudos, escolhi vir para o Brasil e estou gostando bastante”, conta a italiana. 

A intercambista afirma que ficou surpresa com as diferenças culturais do que sabia sobre o Brasil e Pomerode, porque a cidade tem a cultura alemã bastante forte.

Mesmo assim, a italiana comenta que está adorando conhecê-la. “Durante a primeira semana, tive um pouco mais de dificuldade com o idioma, mas hoje já entendo quase tudo e consigo falar mais ou menos o português, então, está sendo tranquilo. Quanto à escola, está bem tranquila, pois estou um pouco adiantada no conteúdo”, explica.

Chiara frequenta a E.E.B. Prudente de Morais, no 2º ano do Ensino Médio. Este aspecto é outro que ela destaca como sendo bastante diferente. No país europeu, Chiara estuda de segunda a sábado, sempre das 08h às 13h, cinco horas por dia. Aqui no Brasil, a italiana tem aula das 07h30min às 11h30min, de segunda a sexta. 
“Eu também costumava a me dedicar muito aos estudos durante a tarde, coisa que não preciso fazer tanto aqui, porque é mais tranquilo acompanhar o ritmo do conteúdo da escola”, pondera a jovem. Mas, de acordo com Chiara, a melhor parte são as amizades que já fez na escola, bem como, fora dela também. 

O carinho também é característica vinda da família que a hospeda aqui. “Minha família brasileira é muito querida. Eles me ajudam muito na questão de aprender o idioma e na adaptação, fazendo o melhor por mim. Isso também me ajuda bastante a suprir um pouco a saudade de casa, que aumenta cada vez mais, mesmo que eu converse com eles por vídeo chamada e mensagens quase sempre”, comenta. 

Entre risadas, ela fala sobre as diferenças na alimentação entre brasileiros e italianos, destacando um aspecto que chamou muito a sua atenção. Ela revela que, na Itália, as pessoas não têm o costume de misturar carnes e massas no mesmo prato em suas refeições, coisa que é feita pelos brasileiros. 

Outra diferença que chamou a sua atenção é quanto à maneira utilizada pelas pessoas para ir à escola. “Na minha cidade, eu ia para a escola de moto, pois na Itália é permitido dirigir motocicleta a partir dos 14 anos. Aqui, eu vejo que muitos vão de bicicleta, ou mesmo de ônibus, algo que não acontece no meu país”, relata a intercambista.

Além de Pomerode, Chiara já teve a oportunidade de conhecer Timbó, Penha e de visitar Florianópolis. Ela admite que tem muita vontade de conhecer, ainda, o Rio de Janeiro, a Amazônia e algumas outras praias brasileiras. “Se eu não conseguir visitar a Amazônia durante o meu período de intercâmbio, eu voltaria ao Brasil algum dia para realizar esse desejo, com certeza”, coloca.



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Créditos: Isadora Brehmer/JP









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