Jornal de Pomerode


A primeira a gente não esquece

Existem muitas histórias de superação, que nos inspiram a buscar alcançar os nossos objetivos. Dentro do esporte, essa condição é potencializada, uma vez que por meio dele, somos condicionados a superar, cada vez mais, os nossos limites. O pomerodense Vilmar Luís Boni, de 56 anos, mais uma vez mostrou que, com garra e muita força de vontade, podemos completar qualquer prova que a vida nos impõe.

540c1990b7b98fce602dba76863edc51.jpeg Foto: Divulgação

Existem muitas histórias de superação, que nos inspiram a buscar alcançar os nossos objetivos. Dentro do esporte, essa condição é potencializada, uma vez que por meio dele, somos condicionados a superar, cada vez mais, os nossos limites. O pomerodense Vilmar Luís Boni, de 56 anos, mais uma vez mostrou que, com garra e muita força de vontade, podemos completar qualquer prova que a vida nos impõe. 

Desta vez, o cartorário aposentado e atleta foi até a capital federal, para participar da 18ª edição da Meia Maratona de Brasília (DF), realizada no domingo, dia 09 de abril. A prova contou com 1.300 participantes na largada, no entanto, 612 completaram o percurso, ou seja, menos da metade, o que mostra que a competição é muito dura para atletas menos preparados. “Para mim, a prova foi fantástica. O sol brilhou durante todo o percurso, com os termômetros marcando 35°C e umidade relativa do ar baixíssima. Estes fatores levaram muitos atletas a desistirem. Mas eu sabia que estava muito bem preparado, pois treinei em circunstâncias difíceis e consegui superar o meu objetivo”, enfatiza.

Boni completou a prova em 1h38min, terminando na 60° posição geral e na quinta colocação na Categoria 50 a 59 anos, resultado considerado por ele, acima das suas expectativas. “Havia previsto ficar entre os 100 melhores, com um tempo em torno de 1h45min. Por isso me surpreendi, não esperava este ritmo, ainda mais com as dificuldades que tive que superar”. O pomerodense se refere à costela quebrada e ao estiramento na panturrilha que enfrentou. “No Desafio dos Rochas, acabei caindo e fraturando o oitavo arco costal. E como faltavam quatro semanas, não parei de treinar. Fazia caminhadas e trotes leves, para não deixar os músculos ‘preguiçosos’. Só que a uma semana da prova, tive um estiramento na panturrilha direita, treinando dentro do Pavilhão da Festa Pomerana. No entanto, a garra sempre falou mais alto e consegui cumprir minha missão”, completa.

Mesmo com todas as adversidades, o atleta vai levar a Meia Maratona de Brasília, para sempre, na memória e no coração. “Foi minha primeira prova internacional, onde pude compartilhar as passadas com muitos estrangeiros, entre eles, quenianos, americanos, etíopes e europeus. Nunca havia me imaginado numa corrida deste naipe, principalmente pelo cenário pelo qual corremos: o Eixão Norte de Brasília. A pista estava excelente, com arborização por todos os lados. Posso garantir que aprendi muito”, ressalta.

Para finalizar, Boni ressalta a importância do esporte em sua vida e da motivação, que deve ser constante. “Se eu puder ser uma referência, vou ser, ajudando e incentivado os futuros atletas pomerodenses. Por isso, tenho muito orgulho de levar a bandeira de Pomerode em qualquer lugar que eu for competir ou mesmo, participar. Afinal, esporte é vida, saúde integração”. 

Sobre a prova:

A Meia Maratona Internacional de Brasília já é uma tradição na capital. Realizada sempre no mês de abril, a prova homenageia a capital federal, no mês de seu aniversário. Formada, em sua maioria, por corredores amadores, a Meia também recebe atletas de elite do Brasil e do exterior. Tornou-se internacional em 2006 e, desse lá, recebeu nomes consagrados do atletismo mundial. Em 2017, a prova chegou à sua 18ª edição, mostrando enorme maturidade na realização de seus eventos. Seja atleta, servidor público, profissional liberal, empresário, estudante, autoridade, a Meia Maratona Internacional de Brasília sempre faz feliz quem dela participa.



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