Jornal de Pomerode

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A origem do apoio às mulheres

Na semana em que as homenageadas são as mulheres, sócia fundadora fala sobre o orgulho em poder ter ajudado na implantação da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que todos os anos apoia as mulheres pomerodenses.

a9384d5b1514eaab2acbd19795382440.jpg Foto: -Rejane Koch GoedeIsadora Brehmer/JP

Toda a mulher tem dentro de si uma força diferenciada, que lhe torna capaz de ser e fazer o que desejar, da maneira que desejar. Mas e quando essa força é abalada devido a uma doença? É neste momento que atua um grupo de mulheres que transmitem a sua força e apoio neste momento difícil. O grupo de voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode, há quase 18 anos, é quem realiza este louvável trabalho.

Inúmeras vezes já relatamos nas páginas do Jornal do Pomerode, histórias de pessoas que superaram o câncer e que agradecem à Rede pelo apoio durante e após o tratamento. E se essa importante instituição não existisse? Pois é, foi graças à atuação de um grupo, em sua maioria mulheres, que a Rede Feminina iniciou suas atividades em Pomerode, em 31 de outubro de 2000.

A iniciativa de implantar a Rede em Pomerode, partiu do grupo Rotary Club de Pomerode. À frente deste trabalho esteve, na época, a presidente do Rotary, Rejane Koch Goede. “A Rede Feminina de Indaial nos procurou e sugeriu a criação de uma sede em Pomerode, falando sobre a importância do trabalho. Junto aos outros ‘rotarianos’, fomos os sócios fundadores da RFCC em Pomerode”, conta.

A presidente, depois, partiu em busca de novos apoiadores. A Rede de Indaial, considerada madrinha da pomerodense, ajudou no processo e também foi realizado o contato com a Rede Feminina Estadual de SC, para formalizar a criação. No começo, foram inúmeras palestras preparatórias até que estivesse tudo pronto e o serviço pudesse ser prestado. A iniciativa voluntária deu certo - e muito - e, hoje, a Rede Feminina representa uma grande rede de apoio às mulheres pomerodenses.
“A parte burocrática foi o mais difícil. Precisamos criar um estatuto próprio e isso demandou tempo, até que estivesse tudo nos ‘conformes’. O apoio de todos os sócios, da Rede de Indaial e da Rede Estadual foram muito importantes. Mas, felizmente, tudo deu certo e pudemos criar uma instituição tão nobre como é a Rede em Pomerode”, destaca a sócia fundadora.

As primeiras reuniões eram na sede do próprio Rotary Club, onde hoje funciona o “La Spezia Ristorante”. Depois deste local, foram duas outras sedes alugadas até que, em 2017, a RFCC conseguisse realizar o sonho de ter a sua sede própria.

Quando perguntada sobre o sentimento de poder ter feito parte de uma iniciativa que se tornou tão nobre, Rejane cita o simples prazer do voluntariado. “Quando gostamos de nossa cidade, pensamos no coletivo, no bem de todas as outras pessoas da comunidade. Eu pude participar de um primeiro passo e, com a união do grupo, conseguimos fazer com que o trabalho se tornasse de excelência e ajudasse muitas mulheres em Pomerode, em um momento tão difícil. É um orgulho ter começado um trabalho que presta um serviço tão importante para a sociedade feminina pomerodense”, ressalta.

Ela cita, ainda, o poder feminino na hora de assumir as tarefas. “A mulher tem um instinto próprio de fazer mais coisas ao mesmo tempo, de poder abraçar mais causas ao mesmo tempo. Isso eu acho muito positivo na hora de realizar este trabalho”, finaliza.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP Arquivo JP
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