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A esperança de um feliz retorno

A vida de Lindomar dos Santos mudou no dia 30 de agosto. Ele, sempre envolvido com o esporte, principalmente com o seu time, o Geração Paraná, naquele momento, viu seu sonhos, literalmente, caírem. Mas não a sua esperança e a vontade de superar todas as dificuldades.

36c573c6deb9a30507b537017b671b3d.JPG Foto: -Ribeirão Areia / Democrata: consideração e respeito ao amigoBob Gonçalves / Jornal de Pomerode

A vida de Lindomar dos Santos mudou na manhã de quinta-feira, dia 30 de agosto. Ele, sempre envolvido com o esporte, principalmente com o seu time, o Geração Paraná, naquele momento, viu seu sonhos, literalmente, caírem. Mas não a sua esperança e a vontade de superar todas as dificuldades. É que, naquele dia, o pedreiro, de 37 anos, sofreu uma queda do quarto andar de uma construção, em Pomerode, a uma altura de cerca de 12 metros. O acidente comprometeu a sua coluna e, desde então, Santos está preso a uma cadeira de rodas.

Primeiramente encaminhado ao Hospital e Maternidade Rio do Testo, foi transferido, posteriormente, para o Hospital Santa Isabel, em Blumenau, pelo helicóptero Arcanjo, onde ficou internado por cinco dias. Desde então, vive uma batalha diária, em busca de voltar a trabalhar e praticar uma das suas maiores paixões: o futebol. “Naquele momento, você sempre pensa o pior. Eu achava que não sobreviveria. Mas, depois, tudo foi se normalizando. Todavia, é complicado ir ao campo sem poder mexer as pernas, muito diferente de quando você está bem e, a qualquer momento, pode jogar. Chega a ser desesperador, mas coloco Deus sempre na frente. Entreguei nas mãos dEle e estou fazendo de tudo para voltar. Se não puder jogar bola, mas andar é o que eu peço, todos os dias”, relata.

Santos realiza sete sessões de fisioterapia semanais, entre fortalecimento dos músculos, massagem e natação. “Minha recuperação está sendo muito boa, mas só o tempo e a fisioterapia para ver se a coluna manda algum ‘sinal’, a fim de que eu possa voltar a sentir as pernas”.

Mas em toda a dificuldade, aparece a solidariedade. E no caso do fundador do Geração Paraná, essa amizade adquirida desde 2004, quando fixou residência em Pomerode, se potencializa a cada dia. “Fiz muito amigos no futebol e são eles que me dão forças para que eu possa ir aos campos e, de certa forma, matar a saudade. No entanto, um deles está sendo as minhas ‘pernas’, atualmente. É o Fininho que me leva para assistir os jogos. E, claro, a minha esposa Janete, que está comigo e é o meu suporte”.

 

HOMENAGEM - Prova desse carinho com o desportista aconteceu no domingo, dia 09 de dezembro, na final do 2º Campeonato Municipal de Bairros de Campo. Na ocasião, o time campeão - Ribeirão Areia / Democrata - buscou-o para dentro de campo, para que pudesse receber a medalha de campeão. “Ser homenageado pelo Democrata foi emocionante, pois achei que ia somente assistir. Quando eles chegaram e me levaram ao campo, eu vesti a camisa e me senti, também, campeão. Neste momento, vi que não precisei estar no grupo, vi que não esqueceram de mim. Na hora, passa um filme na cabeça da gente e só quem está nessa situação, é que entende”, comenta.

Conforme o técnico do Ribeirão Areia / Democrata, Fabiano Küster, a homenagem foi mais do que justa. “O Lindomar faz parte do grupo do Bairros de Campo, desde o ano passado. Este ano, foi convidado novamente, mas ele não tinha me dado a resposta, até o acontecido, por isso, não o inscrevemos, pois não queríamos incomodar ele e a família naquele momento, devido às circunstâncias. Mas houve a permanência do Fininho no elenco, que foi atualizando as informações sobre o seu estado de saúde, o que sensibilizou a todos. Praticamente, jogamos o campeonato por ele, já que sempre era assunto do nosso vestiário. Acredito que foi justa a homenagem a esse batalhador, que respira futebol em Pomerode”, declara.

 

AMIZADE E RECONHECIMENTO - Daniel Lucas Ferreira, o Fininho, fala com carinho, do amigo de longa data. “Para mim, é mais do que um irmão, que sempre me ajudou no que precisei. Meus primeiros jogos foram ao seu lado. Me lembro como se fosse hoje que, quando eu tinha uns 12 anos, ele sempre me levava nas partidas. Quando faltava uns 10 minutos para acabar, me colocava. Por isso, durante esse tempo, ele foi meu amigo, irmão, técnico, sempre me cobrando e dizendo que eu poderia fazer melhor”.

Fininho também crê na recuperação total do amigo. “Não tenho palavras para replicar o carinho e a gratidão que tenho por ele. Mas digo que, com fé em Deus, tudo dará certo, e daqui a algum tempo ele já estará, novamente, de volta aos gramados. Estou na espera de poder fazer, de novo, aquela parceria que sempre tivemos no ataque. Com certeza, o Lindomar é o melhor atacante com quem já joguei”, exalta o companheiro de equipe.

Por tudo isso, é que Santos não perde a esperança de se recuperar totalmente e voltar a ter uma vida normal, dedicada ao trabalho e ao esporte. “Só tenho a agradecer todos que me ajudaram, aos amigos que jogam no Geração Paraná, pela rifa que fizeram em meu auxílio, ao Zauri, que era o nosso técnico, em Joinville, e a todos que rezaram e continuam rezando por mim. A mensagem que eu deixo é que, mesmo nas dificuldades, não se pode achar que tudo acabou, apenas muda o jeito de ‘andar’. No entanto, a vida é a mesma. Por isso, ser feliz é o que importa e, principalmente, nunca devemos desistir”, finaliza, com conhecimento de causa.



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