Jornal de Pomerode

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À espera de uma definição

Excedentes do concurso do Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina aguardam por convocação.

e8c9890599be4ada25ab519f0e69fd9e.jpg Foto: Divulgação

De agosto de 2017 a março de 2018, foi realizado um concurso público para o quadro de praças do Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina (CBMSC) e nele foram abertas 300 vagas para ingresso imediato no curso de formação de soldados e outras 600 vagas para a formação de cadastro reserva. No início, foram mais de 10 mil inscritos e, ao fim do certame, o número de aprovados foi de 624 candidatos (570 homens e 54 mulheres). Assim, após a inclusão dos 300 primeiros, o cadastro reserva formado foi de aproximadamente 300 candidatos.

Porém, estes cerca de 300 candidatos que ficaram no quadro do cadastro reserva, chamados de excedentes, esperam por uma convocação por parte do Governo do Estado há cerca de três meses. Entre eles, está o pomerodense Felipe Bonardi, que participou de diversos encontros com membros do Governo do Estado e, também, buscou o apoio da Câmara de Vereadores de Pomerode e da Prefeitura.

Segundo Bonardi, os excedentes do concurso têm buscado apoio junto às Câmaras de Vereadores e Prefeituras ao redor do estado, além da Alesc e da Secretaria de Segurança Pública, por meio de ofícios. O tema já foi tratado, em uma breve conversa durante um evento com o governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, mas ainda aguardam a oportunidade de um encontro formal. 

Ele também ressalta que existe um curso de formação em andamento e, ao fim do mês de novembro, os soldados formados serão distribuídos pelo Estado. O principal objetivo é a inserção de um novo curso de formação no orçamento estadual para o ano de 2019, sendo que este é realizado agora no ano de 2018. Foram realizados exames de escolaridade, médico, físico, psicológico e investigação social, faltando apenas o toxicológico e a entrega de documentos.

“O principal argumento para a demora, utilizado pelo governador de Santa Catarina, é orçamental, sendo que o mesmo nos prometeu, em um evento da Universidade Estadual de Santa Catarina, ‘enxugar’ as contas públicas possibilitando a contratação de 300 novos soldados. Outro fator é a incapacidade estrutural e de efetivo do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina em formar mais do que, aproximadamente, 30 alunos por escola de formação. Por fim, acreditamos que o excesso de burocracia nos tramites para convocação são um empecilho para o reforço do efetivo no Estado”, argumenta Bonardi.

Hoje o efetivo do CBMSC é de 2.345 militares no estado todo, segundo dados do mês de maio de 2018. A população catarinense passa de sete milhões de habitantes, e estudos da ONU informam que seria necessário um bombeiro para mil habitantes, assim, o efetivo necessário seria de sete mil militares. 

“Infelizmente, os 300 soldados que se formarão em 2018 não suprem a demanda dos quartéis catarinenses, que estão presentes em 132 cidades. A média, quanto à distribuição dos 300 novos soldados, seria de aproximadamente dois por quartel. No entanto, alguns quartéis precisam urgentemente de mais efetivo do que apenas dois soldados. Além disso, algumas cidades correm o risco de nem ao menos repor o efetivo desfalcado. Por isso, os outros 300 candidatos que compõem o cadastro reserva e também foram aprovados nos exames de avaliação de escolaridade, saúde, física e psicológica, buscam com o governo do Estado a convocação para um próximo curso de formação”, coloca.

A comissão, de acordo com Bonardi, continua empenhada em conseguir um diálogo com o governador Eduardo Pinho Moreira. “Esperamos conversar com o governador e apresentar os dados, para que ele autorize o chamamento dos 300 candidatos excedentes do cadastro reserva, para a formação de uma segunda turma. É importante salientar que somos um movimento independente, ou seja, não representamos a instituição CBMSC. Assim, em nome dos excedentes, gostaria de esclarecer que esta empreitada busca não somente a realização de um sonho pessoal de pertencer ao CBMSC, mas de prestar um serviço à sociedade catarinense que se encontra tão necessitada do mesmo. Por isso, é importante o apoio e a mobilização das mídias e de toda a população para que juntos possamos alcançar esse objetivo”, finaliza.

 



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