Jornal de Pomerode


A cura por meio da união familiar

Rainilda Fernandes nasceu no mês de maio de 1945, no município de Aurora. Aos 17 anos, casou-se com Marcelino Fernandes, com quem tem cinco filhos: Célio, Arari, Paulo, Nelci e Débora. Hoje, com 72 anos, viúva há 15, e avó de oito netos, Rainilda conta que venceu o câncer de mama.

143dcfe26d3f6052d27846f2f718e8a8.jpg Foto: Matheus Martins/JP

Rainilda Fernandes nasceu no mês de maio de 1945, no município de Aurora. Aos 17 anos, casou-se com Marcelino Fernandes, com quem tem cinco filhos: Célio, Arari, Paulo, Nelci e Débora. Hoje, com 72 anos, viúva há 15, e avó de oito netos, Rainilda conta que venceu o câncer de mama, e que a família foi essencial para sua recuperação. “Minha família é muito unida, me transmitiu força e consolo”, afirma. 

Com 68 anos, realizou o exame de mamografia e foi diagnosticada com câncer de mama, uma doença, segundo ela, imprevisível e que mudou toda a sua rotina.

Logo após a descoberta, a família buscou as melhores opções para que o tratamento fosse feito. Uma parente próxima recomendou um médico em Curitiba. “Queríamos fazer os exames e os tratamentos o mais rápido possível, pois, quando falamos da vida de alguém que amamos, não importa o quanto vai se gastar e a distância, tratamos onde fomos atendidos mais rápido. Para a família foi pesado, mas, somos unidos e todo mundo ajudou. Faz diferença quando você nasce e cresce em uma família que não importa se você ganhou patrimônio ou não de seus pais, mas, sim o que você sente”, afirma Débora. Com a mobilização de filhos, noras, genros, netos, parentes e amigos, os exames e procedimentos necessários foram feitos e Rainilda estava bem para voltar para casa. 

Após três anos, foi surpreendida por uma pontada de pneumonia muito forte, o que causou uma ferida no pulmão. Com vários exames feitos, foi diagnosticado com metástase, iniciando o tratamento de quimioterapia. Na primeira sessão, Rainilda passou mal e ficou durante nove dias no Hospital Santa Catarina. A segunda sessão foi tranquila, porém, na terceira, passou mal novamente, e ficou em coma e entubada. Os médicos já desacreditavam em sua recuperação, porém, aos poucos, voltou a falar e andar. 

Quando recuperada, voltou ao médico, que solicitou todos os exames e históricos. Ao analisar cada um deles, não entendeu a necessidade das sessões de quimioterapia, sendo que Rainilda não tinha problema algum no pulmão. Com o objetivo de ter total certeza do diagnóstico, se consultou com um pneumologista que confirmou a informação. Segundo ela, o apoio da família foi o mais importante remédio. “Eu acredito que muitas vezes a recuperação de um doente vem muito da família”, brinca Fernandes. 

Ao falar da família, a mãe e avó, se emociona ao relembrar da época em que o marido era vivo e o carinho que tinha com os filhos e netos, desejando que a união seja um legado cumprido por todos. 

Atualmente, mora com a filha caçula, em Pomerode, em uma casa com um quintal bem cuidado e uma horta na qual dedica tempo e carinho. “Esse lugar faz muito bem pra mim, é calmo e posso mexer na terra e plantar, o que sempre gostei de fazer”, exclama. Curada, Rainilda incentiva todas as mulheres a fazer os exames e se cuidarem. “Todas devem consultar um médico e realizar o exame. Caso seja diagnosticada, não desista”, completa. 



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