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A beleza da maternidade, da forma como ela é

Fotógrafa relata, em suas redes sociais, a realidade de ser mãe, mostrando os desafios da rotina com a sua filha bebê. Ela compartilha a rotina de sua vida com o seu filha, que nasceu há seis meses atrás.

d7619b746c8d3bee9dac16f6459e2423.JPG Foto: Arquivo Pessoal

A maternidade é um momento mágico na vida de muitas mulheres e são vários os casos em que as mães falam do quão maravilhoso é ter os seus filhos em seus braços. Porém, a pomerodense Daniele Peiker, além de retratar os momentos de alegria e amor com sua filha, também criou a hashtag Maternidade Real, através da qual compartilha momentos vividos nos primeiros meses de vida da filha, Dandara.

Ela comenta que a ideia começou, mais ou menos, no quarto de mês de vida da Dandara, com o objetivo de mostrar a outras mães e gestantes que determinadas dificuldades que surgem na caminhada. “Como eu trabalho como fotógrafa e faço ensaios de mães e gestantes, acabo conversando muito com elas e, claro, sempre tive vontade de ser mãe. Sempre escutei que ninguém falava das partes ruins, só o quanto era maravilhoso. Quando a Dandara nasceu eu vi, na prática, que era tudo bem diferente”, conta Daniele.

A fotógrafa fez a primeira postagem com a temática falando sobre a importância da presença dos avós e bisavós do bebê em sua vida, como apoio. E assim, a ideia foi ganhando forma e sequência, com vários outros temas sendo mostrados, mantendo o objetivo da troca de experiências, dicas e conhecimento, para mostrar às mães que é normal existirem as partes não tão boas.

“É normal, às vezes, se sentir mal, ter vontade de chorar em algumas situações, isso faz parte. Por exemplo, a amamentação é considerado um momento maravilhoso e é mágico, mas ninguém fala sobre os seios inchados e rachados, sobre as dores provocadas por uma mastite, e isso acontece, é uma realidade. O importante é mostrar que ser mãe não é só aquela imagem romântica da gestação e da maternidade no início. É importante perceber que nem tudo são flores e que está certo ser assim. A mãe também pode se permitir chorar às vezes, se libertar. É tudo natural”, ressalta a mãe.

A cada nova postagem, Daniele comenta que recebe mais e mais mensagens, com dúvidas, conselhos, dicas e relatos de experiências semelhantes. Ela afirma que essa troca de informações é muito importante, pois mostra que as mães não estão sozinhas e que todas passam por momentos ruins, pois são diversas fases da vida do bebê e do filho, quando maior.

Inclusive, Daniele garante que o apoio que recebeu durante a gestação - e depois que a Dandara nasceu -, foram fundamentais para que ela se mantivesse firme e conseguisse lidar com todas as mudanças que ocorreram em sua vida. Apoio este que veio principalmente do marido, Jeffrey Klug, da doula, Elisângela Meier, e da família, como um todo.

“O mais difícil foram os primeiros dias, pois ainda estava entendendo a nova realidade. Principalmente porque tudo o que fazemos passa a ser voltado para o nosso bebê, então, muda completamente a rotina. Também foi muito difícil quando eu tive mastite, pois precisei ficar 12 dias internada, o que influenciou na amamentação da Dandara, além da dor. Mas eu amo ser mãe todos os dias, porque é maravilhoso ver o crescimento dela, assim como o sorriso, que me contagia sempre e faz todo o resto passar, mesmo que eu esteja esgotada”, destaca a fotógrafa. 

Convivência com os “manos” 

Antes de engravidar, Daniele e o marido adotaram dois cachorros, irmãos, os famosos Wisky e Tequila, que, inclusive, já foram matéria no JP. E quando a Dandara nasceu, era necessário pensar em como seria essa adaptação dos cães com a bebê, Aniele conta que, durante a gravidez, procurou informações sobre como outras pessoas lidaram com isso e recebeu algumas dicas valiosas. Quando a fotógrafa ainda estava na maternidade, seu marido trouxe algumas roupas da Dandara, para que os cães se adaptassem ao cheiro da nova moradora.

“Quando viemos para a casa, até ficamos com um pouco de receio. O Wisky e a Tequila nunca foram agressivos, mas sabemos que pode haver um ciúme. Então, me deram uma dica muito boa: quando voltamos para a casa, quem entrou primeiro fui eu, pois eles são mais apegados a mim, e o Jeffrey entrou depois com a Dandara em um bebê conforto. Eu dei atenção aos dois e, só depois, colocamos a Dandara em uma almofada e eles vieram ver quem era a nova irmãzinha. E a partir dali deu tudo muito certo, claro, sempre com o cuidado necessário”, relata.

Hoje, a Tequila é super apegada à Dandara e não desgruda da “irmã” e, inclusive, em momentos de amamentação, os cães ficam ao lado de Daniele, fazendo companhia. Por este motivo, a fotógrafa também levantou a hashtag “Não abandone seu peludo quando seu bebê chegar”, para reforçar que os pais não devem abandonar seus cães quando o bebê nascer. Apenas é necessária adaptação.



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
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