Jornal de Pomerode

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A arte que diz o inexprimível

No Dia do Teatro, atriz relata suas experiências em palcos e a paixão pela vocação.

f999cfcfd3ce3e3d3632a0ef44933035.jpg Foto: Arquivo Pessoal

Ele encanta, comove, emociona, promove a cultura e tem um dia especifico para sua comemoração. Na quarta-feira, 21 de março, foi celebrado o Dia do Teatro, esse segmento artístico tão expressivo e necessário, que entretém o espectador e demonstra o simples da vida. 

Quando as cortinas se abrem é que a mágica começa, mas, antes disso há meses de preparação e esforço por parte dos profissionais que atuam neste ramo. Carla Fernandes Rodrigues, 35 anos, é atriz profissional e relata que é necessária muita dedicação para atuar, e que o caminho, às vezes, é longo e árduo, mas traz um retorno que vale a pena. 

Natural de Florianópolis, Carla sempre sonhou em ser atriz. Desde pequena, se identificou com o teatro e gostava de participar de peças na escola. O sonho crescia com ela, e no ano de 2014, após adquirir mais experiência artística no Rio de Janeiro, conquistou o tão desejado DRT - registro que todos os artistas devem ter para atuar - em Florianópolis. 

“Cada experiência no teatro é muito significativa. A que mais me marcou foi estar em cartaz, por vários dias, com a peça ‘O Inspetor Geral’. O espetáculo aconteceu na minha cidade e, na plateia, estavam meus amigos e familiares. Me recordo de sentir medo de alcançar as expectativas, porém, ao fim da peça, todos em abraçaram e me parabenizaram, com certo orgulho nos olhos. Nesse momento, tive ainda mais certeza do que queria”, relata a atriz. 

Para Carla, Fernanda Montenegro é uma grande inspiração. “Admirá-la até pode ser clichê, mas sua sabedoria no teatro é algo muito bonito, certa vez ela disse: Confundem muito o teatro com aquela fama, glória, riqueza, sair em revistas e etc., todos podem ser artistas, mas nem todos podem atores”, conta, reafirmando sua vocação. 

Atualmente, Carla reside em Pomerode, juntamente com sua família. Mãe de dois filhos, não trabalha na área, ainda, mas para o futuro, pretende voltar aos palcos, que são sua verdadeira paixão. “O teatro está na minha pele, vivo. E mesmo que eu tenha feito escolhas, das quais eu acredito terem sido as melhores, nem sempre dá para conciliar sua profissão com ter uma família. E eu escolhi ter uma. O teatro faz sentir-me viva. É como se no palco eu pudesse ser qualquer coisa, e é mesmo, posso ser quem eu quiser, sem pudor, sem aqueles tabus todos que vivemos socialmente e culturalmente. O teatro é algo inexplicável. E isso, só quem realmente conhece, sabe do que estou dizendo. E não é só para o palco, acho que o teatro, a interpretação, a desenvoltura do corpo e da mente serve para todas as profissões. Domínio do que se deseja alcançar, acho que esse é o grande segredo. Um dia, que seja breve, quem sabe eu possa voltar a fazer teatro. Ainda faz parte dos meus projetos. Atuar, escrever o roteiro e sentir novamente aquele frio na barriga ao pisar no palco, aquela certeza de estar em casa”, finaliza a atriz. 

 



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Créditos: Arquivo Pessoal
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