Jornal de Pomerode


150 anos no coração de Pomerode

Casa Wachholz, em Testo Alto, completa um século e meio de existência em 2017, mantendo ainda as características originais e a história do local. Foi próximo ao Rio do Testo, que passa logo atrás do terreno, que o imigrante pomerano Alberto Cristian Yohann Wachholz, na época com 37 anos, construiu a sua moradia.

f105fca8f382cf9c9f2060f4ac442698.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP


Foi próximo ao Rio do Testo, que passa logo atrás do terreno, que o imigrante pomerano Alberto Cristian Yohann Wachholz, na época com 37 anos, construiu a sua moradia, o local onde iria construir a família que, hoje, é uma das mais tradicionais de Pomerode e parte da charmosa e conhecida Rota Enxaimel.

Wachholz deixou a região da Pomerânia com sua esposa Johanne e os três filhos do casal. Chegaram à região onde estaria o lote de terra que ganhariam para viver após mais de oito dias de viagem em veleiros. Ao chegar aqui, em 1863, ficaram abrigados em um rancho, onde cada um recebia a gleba com o número de seu lote. 

Então começaram as dificuldades, como derrubar a mata, limpar e preparar o terreno para a construção da moradia, além da obtenção de alimento, processo que demorou para ser finalizado.

Em 1867, na Rua Progresso, número 2320, entre o rio e os morros, estava erguida uma das casas enxaimel mais antigas de Pomerode: a Casa Wachholz, que completa, este ano, 150 anos de existência. Ela foi tombada como Patrimônio Histórico de Santa Catarina em novembro de 2002, pelo então governador, Esperidião Amim.

Reformada apenas uma vez ao longo de um século e meio, em 2008, o cuidado com a preservação do local é resultado do empenho da numerosa família Wachholz, que já está na sua 6ª geração. O terreno e as construções que estão instaladas nele foram sempre passadas de pai para filho, seguindo a tradição. 
A mobília, infelizmente, não é mais a original e precisou ser trocada quase toda. Somente os guarda-roupas sobreviveram ao tempo, sendo que o mais antigo deles é centenário, com 120 anos e surpreendentemente bem conservado. 

Todo este cuidado com a preservação da essência da Casa é garantido pelos quatro integrantes da família Wachholz que ainda vivem na propriedade. Dona Ilse Wachholz, sua filha Simoni, o genro Eliseo e o filho do casal, Marcos. Os demais membros da família estão espalhados por outras regiões da cidade e até fora de Pomerode. 

Por causa destes poucos integrantes que restaram no local, a família decidiu fazer do local uma pousada, para que mais pessoas pudessem desfrutar da Casa e para que ela não ficasse vazia e abandonada. 

“Sempre foi o sonho da minha filha, Simoni, que a Casa fosse utilizada, para que não ficasse fechada e esquecida. Através do uso como pousada, mais pessoas podem conhecê-la e, assim, ajudar a preservar este nosso tesouro”, revela dona Ilse. 

E quem visita uma das casas enxaimel mais antigas de Pomerode, com certeza, não se arrepende. Mesmo que a mobília não seja mais a original, diversos traços antigos foram mantidos, como por exemplo as paredes interiores feitas de madeira, o fogão à lenha na cozinha e a estante com as louças de porcelana. 

Nas paredes estão, ainda, fotos da família, normalmente tiradas nos casamentos. Recentemente, Simoni reuniu fotos de todos os descentes de todas as gerações da família e criou um banner com a árvore genealógica dos Wachholz. Este ficará exposto junto às demais fotos, para que as pessoas que passem pelo local conheçam a história da família. 

Estas são algumas das maneiras encontradas para preservar esse patrimônio, não só dos Wachholz, mas de toda a cidade e estado. “É muito bom saber que estamos conseguindo manter a nossa história viva e essa Casa histórica bem cuidada. Fico muito feliz fazendo parte disso”, afirma a proprietária da casa. 
 



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